Tunísia acelera reforma financeira no futebol para travar crise e recuperar competitividade

Estudo aponta dependência de subsídios públicos, custos salariais acima de 50% do orçamento e fraca valorização do campeonato. Bolsa, formação e direitos mediáticos surgem como alavancas.

12 jan 2026 • 09:14 • Leitura original: desconhecida
Tunísia acelera reforma financeira no futebol para travar crise e recuperar competitividade — desconhecida

O que aconteceu

Um diagnóstico publicado na Tunísia defende uma reforma financeira urgente no futebol local, face à fragilidade dos clubes e à perda de competitividade interna e internacional. A liga vale cerca de €87 milhões (estimativa 2025/26) e o total de orçamentos anuais ronda 335 milhões de dinares tunisinos. O novo bureau federativo, em funções desde 25 de janeiro de 2025, ainda não avançou medidas estruturais (não confirmado), mas são propostas ações imediatas em governação, receitas e mercado de transferências.

Por Que Importa

  • A valor de mercado da liga tunisina é inferior à de Marrocos, Egipto e Argélia, pressionando receitas de patrocínio, direitos e transferências.
  • Mais de 50% dos orçamentos vão para salários, com fraco retorno do investimento (ROI), elevando risco de incumprimento e dívida.
  • Forte dependência de subsídios públicos expõe os clubes a ciclos orçamentais estatais e afasta investidores.
  • Reformas em direitos mediáticos, merchandising e formação podem aumentar receitas recorrentes e criar valorização de ativos (jogadores).

Números

  • Tunísia no ranking: 41.º FIFA, 6.º em África; atrás de Marrocos (11.º), Senegal (19.º), Argélia (34.º) e Egipto (35.º).
  • Valor do campeonato tunisino: ~€87M (~296 M TND) = ~50% do Egipto (590 M TND), 71% de Marrocos (413 M TND) e 89% da Argélia (330 M TND).
  • Orçamentos anuais acumulados dos clubes: ~335 M TND.

Contexto

  • Casos de referência locais: Espérance Sportive de Tunis prepara entrada em bolsa; CS Sfaxien lançou modelo “Sócios”; Étoile du Sahel reforça comunicação e parcerias; Club Africain aposta em inovação académica (“PFE Book”); Olympique de Béja e US Monastir monetizam formação via transferências.

E agora?

  • Criar comissão financeira independente para auditorias, formação de dirigentes e regras de transparência obrigatórias.
  • Lançar um serviço de marketing federativo para posicionar o campeonato e captar anunciantes e patrocinadores.
  • Estruturar um mercado de transferências com plataforma centralizada, contratos padrão e métricas de valorização; garantir percentagens aos clubes formadores.
  • Diversificar receitas: direitos de transmissão, exploração comercial de estádios, eventos, e merchandising modernizado; financiar academias e scouting.

Se o formulário não aparecer, subscreva diretamente aqui.

Sem spam. Pode cancelar quando quiser. Ao subscrever aceita os Termos de Utilização da Substack, a Política de Privacidade e o Aviso de recolha de informação.