Naming rights ganham peso nos Estaduais de 2026 e tornam-se pilar de receita

Pelo menos 17 federações venderam os direitos de nome das suas primeiras divisões para 2026, com banca e apostas a dominarem a carteira

7 jan 2026 • 09:44 • Leitura original: MKT Esportivo
Naming rights ganham peso nos Estaduais de 2026 e tornam-se pilar de receita — MKT Esportivo

O que aconteceu

Pelo menos 17 das 27 federações estaduais no Brasil fecharam acordos de direitos de nome (naming rights) para as primeiras divisões em 2026, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Rio Grande do Sul. Destacam‑se trocas relevantes: o Baianão passou de Superbet para Mansão Green (iGaming), Goiás substituiu 4play.bet pela varejista Novo Mundo, Roraima trocou Sicredi por Giro Agro, e o Paulistão fechou com Casas Bahia, sucedendo à Sicredi (2019–2025).

Por Que Importa

  • Consolidação de uma nova linha de receita previsível para federações, suportando custos de organização e transmissão.
  • Sectores financeiro e de apostas concentram 12 dos 17 contratos, refletindo capacidade de investimento e busca de alcance regional.
  • Diversificação em curso (retalho, educação, agronegócio) amplia a base de marcas e reduz dependência de um único sector.
  • Acordos de maior visibilidade, como o do Paulistão com as Casas Bahia, elevam a referência comercial dos Estaduais e valorizam pacotes de media e patrocínio adjacentes.

Números

  • 17/27 federações com naming rights assegurados para 2026.
  • Sicredi mantém 4 campeonatos (Acre, Amapá, Mato Grosso, Rondónia); no Mato Grosso, partilha com a Martinello (retalho de eletrodomésticos).
  • Superbet em 4 estaduais (Carioca, Cearense, Gaúcho, Sergipano); continuidade no Capixaba em 2026 não confirmada.
  • Carteira setorial: 6 financeiros + 6 apostas; 3 retalho/atacado; 1 educação; 1 agronegócio.

Contexto

  • O naming right evoluiu de mera exposição de marca para ativo estratégico que ancora investimentos em operação, calendário e plataformas de transmissão online (streaming) e TV.
  • A adesão reforça o papel dos Estaduais como plataformas comerciais regionais, captando marcas interessadas em ativação local e ligação direta ao adepto.

E agora?

  • Expectativa de novos acordos e renovações em 2026 nos estados ainda sem parceiro (valores não divulgados).
  • Tendência de mais marcas de retalho locais a competir com apostas e finanças, alinhadas a métricas de retorno do investimento (ROI) regional.
  • Possível integração dos naming rights em pacotes de media e hospitalidade, para aumentar ticket médio e estabilidade contratual.

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