Sergio Ramos lidera grupo que avalia compra do Sevilla por cerca de 400 M€
Proposta visaria 100% do capital, mas depende da auditoria à dívida e do enquadramento do empréstimo da CVC
O que aconteceu
Sergio Ramos, ex-capitão do Real Madrid e internacional espanhol formado no Sevilla, surgiu como rosto de um consórcio estrangeiro que terá apresentado uma proposta em torno de 400 milhões de euros para adquirir 100% do capital do Sevilla FC, segundo o The Athletic. A oferta, ancorada por um fundo dos Estados Unidos, está condicionada à auditoria externa da dívida e à forma como se classifica o financiamento obtido no acordo LaLiga Impulso com a CVC (2021).
Por Que Importa
- A avaliação de 400 M€ incide sobre o “valor empresarial” (enterprise value), sem prever injeção por aumento de capital — não reforça liquidez imediata, potencialmente afastando o objetivo do clube de repor músculo financeiro para competir.
- A qualificação do empréstimo participativo da CVC Capital Partners como dívida ou não poderá alterar o preço efetivo e os termos do negócio.
- O Sevilla tem pelo menos três propostas: a liderada por Ramos; outra, de investidores estrangeiros, em pausa após a due diligence; e a chamada Terceira Via (Lappí e Quintero), o que eleva a concorrência e a margem de negociação dos atuais acionistas.
- Um emblema histórico de LaLiga pode mudar de controlo num momento de maior presença de capital norte-americano no futebol espanhol, com impacto em governança, receitas e estratégia.
Contexto
- Ramos regressou ao Sevilla em 2023/24 e terminou recentemente passagem pelo Rayados de Monterrey (México). Não seria o principal financiador, mas a figura pública do consórcio.
- O clube e a LaLiga defendem que o empréstimo da CVC, por ser participativo, não integra a dívida; se for considerado dívida, poderá reduzir a componente de preço destinada aos acionistas vendedores.
E agora?
- Aguardam-se resultados da auditoria externa à dívida para calibrar a proposta.
- Sem aumento de capital incluído, o Sevilla poderá privilegiar ofertas que combinem preço com reforço de balanço (valores não divulgados).
- O dossiê “em pausa” após a due diligence poderá reentrar na corrida, pressionando o consórcio de Ramos a ajustar termos.