Flamengo aponta faturação recorde e diz que não será SAF até 2029
Clube projeta manter modelo associativo apesar da vaga de Sociedades Anónimas do Futebol no Brasil, apoiado numa receita acima de €315 M em 2025.
O que aconteceu
O Flamengo apresentou aos sócios, na Gávea (Rio de Janeiro), o balanço do primeiro ano da atual direção. Luiz Eduardo Baptista (Bap), presidente, afirmou que o clube não pretende adotar o modelo de Sociedade Anónima do Futebol (SAF) até 2029 e divulgou uma faturação de €315,9 M (R$ 2,071 mil M) em 2025, com receita recorrente de €213,6 M (R$ 1,4 mil M) e margem operacional acima de 30%.
Por Que Importa
- Modelo de governo: ao rejeitar a SAF, o Flamengo mantém o controlo associativo e evita diluição de poder, contracorrente numa liga onde vários grandes já captaram capital via investidores.
- Capacidade de investimento orgânico: margens de >30% (potencial 40%) e caixa “saudável” reduzem dependência de aportes externos, permitindo reforço do plantel e da infraestrutura com recursos próprios.
- Referência de mercado: uma faturação acima de €315 M coloca o clube perto da primeira linha sul-americana em geração de receitas, podendo fixar novas referências para patrocínios, bilhética e media.
- Pressão competitiva: a aposta em sustentabilidade financeira eleva a fasquia para rivais SAF, que terão de provar retorno do investimento (ROI) superior para acompanhar.
Números
- Faturação total 2025: €315,9 M (R$ 2,071 mil M).
- Receita recorrente: €213,6 M (R$ 1,4 mil M).
- Margem operacional: >30%; projeção de ~40% com títulos (valores internos, termos detalhados não divulgados).
Entre Linhas
- A afirmação de que será “o único grande” não SAF em 2029 é uma projeção política e competitiva (não confirmado), mas indica confiança no modelo associativo suportado por receitas previsíveis.
- Detalhes de composição de receitas (direitos de transmissão, patrocínios, matchday, transferências) e de cash-flow não foram divulgados, limitando a comparação internacional direta.
E agora?
- Sem SAF, o foco passa por aumentar recorrência: fidelização de sócios, pricing de bilhética, internacionalização comercial e maior monetização de media próprios.
- No curto prazo, a gestão será escrutinada pela capacidade de sustentar margens >30% em anos sem títulos, preservando competitividade no mercado de transferências e salários.