Jogadores do Austria Klagenfurt impõem ultimato por salários em atraso
Parte do plantel ameaça rescindir a custo zero se o clube não regularizar salários e prémios até 2 de janeiro; acionista admite vender 50% por cerca de €2 milhões para atrair investimento.
O que aconteceu
No SK Austria Klagenfurt, da Áustria, a crise de tesouraria agravou-se: vários jogadores, através dos sindicatos VdF e Younion, entregaram um ultimato formal exigindo o pagamento de salários em atraso e prémios de pontos do outono até 2 de janeiro. Caso o clube não cumpra, os atletas em causa poderão rescindir contrato sem indemnização. Em paralelo, o acionista Zeljko Karajica admite vender 50% do capital por cerca de €2 milhões para captar novos investidores, incluindo contactos na Alemanha e potenciais fundos da Arábia Saudita.
Por Que Importa
- Risco de perda de ativos a zero: rescisões unilaterais colocariam no mercado jogadores sem custo de transferência, destruindo valor contabilístico e desportivos.
- Pressão sobre liquidez imediata: a necessidade de regularizar salários e prémios até 2 de janeiro implica entrada de caixa urgente ou financiamento ponte.
- Estrutura acionista em mudança: a venda de 50% por ~€2M sugere avaliação baixa e pode diluir controlo, mas oferece via rápida para estabilização.
- Reputação e compliance laboral: conflito com sindicatos mina a atratividade para futuros patrocínios e jogadores, aumentando risco de sanções e litígios trabalhistas.
Contexto
- O ultimato não abrange todo o plantel, mas apenas parte dos profissionais, segundo os sindicatos.
- Os representantes sindicais afirmam que os jogadores procuram apenas exercer direitos laborais, não prejudicar o clube.
- A direção prepara cenários negativos caso a captação de capital falhe (pormenores não confirmados).
E agora?
- Se o clube pagar até 2 de janeiro, evita rescisões e ganha tempo para fechar a entrada de investidores.
- Falhando o pagamento, potenciais saídas a custo zero obrigariam a reconfigurar o plantel em janeiro, com impacto competitivo e comercial.
- A eventual entrada de capital do Médio Oriente (não confirmado) dependerá de due diligence e condições de governança; a perceção de risco regulatório e reputacional pode afetar o apetite dos investidores.