Hansa Rostock e Heidenheim em litígio pela marca “FCH” no Instituto Alemão de Patentes
Disputa de propriedade e uso comercial do acrónimo ameaça lojas e merchandising; acordo de 2008 é o ponto central
O que aconteceu
O FC Hansa Rostock (3.ª divisão) e o 1. FC Heidenheim (Bundesliga) estão em disputa no Instituto Alemão de Patentes e Marcas (DPMA) sobre quem pode usar e como o acrónimo “FCH”. O diferendo adensou-se após o Heidenheim registar em 2024 a marca “FCH Fanshop”; o Hansa contestou e o Heidenheim respondeu pedindo o reconhecimento alargado dos seus direitos sobre “FCH”. A decisão do DPMA ainda não foi proferida.
Por Que Importa
- Propriedade intelectual e merchandising: o uso de “FCH” afeta naming de lojas, domínio de lojas online e packaging, com impacto direto em receitas de produtos oficiais.
- Risco de confusão de consumidor: dois clubes com a mesma sigla podem gerar disputas de direitos de marca e potenciais custos legais e de rebranding.
- Precedente regulatório: um desfecho no DPMA poderá servir de referência para casos semelhantes de siglas partilhadas no futebol alemão e europeu.
- Opção por acordo: o Heidenheim sinalizou abertura para acordo extrajudicial, podendo reduzir custos e acelerar previsibilidade comercial.
Contexto
- O Heidenheim, fundado em 1846, alega direitos anteriores; o Hansa Rostock foi fundado em 1965.
- O Hansa invoca uma acordo de delimitação de 2008, que — segundo o clube — obriga o Heidenheim a usar “FCH” apenas com o sufixo “Heidenheim 1846”. O Hansa afirma que o Heidenheim violou esse entendimento.
Entre Linhas
- O registo “FCH Fanshop” sugere estratégia de proteção de marca e monetização do tráfego orgânico associado à sigla — valioso para vendas online.
- A manutenção de dois clubes em divisões distintas não reduz o risco de colisão de marca em plataformas de transmissão online e marketplaces internacionais.
E agora?
- Possível acordo extrajudicial para evitar uma decisão binária do DPMA e permitir coexistência com restrições claras de uso.
- Em caso de decisão desfavorável a uma das partes, cenário de rebranding parcial (nomenclatura de lojas/sites) e revisão de contratos de licenciamento (valores não divulgados).