Telefónica e Canal+ asseguram renovação dos direitos da Liga dos Campeões em Espanha
Operadores fecham novo ciclo de direitos da UEFA a partir de 2027, mantendo a competição âncora nas suas ofertas de televisão paga
O que aconteceu
A Telefónica (Movistar) e a Canal+ garantiram a renovação dos direitos de transmissão da Liga dos Campeões da UEFA em Espanha para o ciclo que arranca em 2027 (duração exata não confirmada). O acordo, anunciado esta semana, assegura a continuidade da competição nas plataformas de televisão paga dos dois operadores. Valores não divulgados.
Por Que Importa
- Mantém-se uma propriedade premium de futebol europeu como ativo âncora para retenção de clientes e redução de churn nas ofertas de televisão e convergentes.
- Consolida o poder negocial de Telefónica e Canal+ junto de anunciantes e distribuidores, preservando audiências em prime time durante noites europeias.
- Dá previsibilidade à UEFA no mercado espanhol, um dos maiores da Europa, suportando o valor agregado dos direitos no próximo ciclo.
- Pressiona rivais de plataformas de transmissão online (streaming) e operadores menores, que ficam sem um conteúdo diferenciador para captar subscritores de alto valor.
Contexto
- O mercado espanhol tem historicamente dividido os direitos entre operadores de televisão paga, com acordos de sublicenciamento e distribuição cruzada.
- Em ciclos anteriores, a UEFA ampliou o inventário com a Liga Europa e a Liga Conferência, aumentando jogos e janelas de emissão, o que reforça a monetização por pacote e upsell.
Entre Linhas
- A ausência de números sugere uma negociação confidencial ou ainda em formalização (não confirmado), comum em renovações onde há continuidade de parceiros.
- A manutenção do statu quo indica que a UEFA prefere estabilidade e alcance na base de clientes de televisão paga em vez de apostar num único ator de streaming no mercado espanhol.
E agora?
- Espera-se detalhe sobre a partilha de jogos, presença em 4K e eventuais ofertas OTT próprias, bem como preços de pacotes (não confirmado).
- Novos acordos comerciais com marcas e patrocinadores deverão explorar formatos de publicidade de baixo risco reputacional em noites europeias.