Bots no Instagram inflacionam métricas e receitas dos pilotos de Fórmula 1
Relatório da Fanatix aponta até 28% de seguidores falsos em estrelas da F1; posts patrocinados continuam a gerar rendimentos relevantes apesar da audiência não humana.
O que aconteceu
Um relatório da Fanatix analisou as contas de Instagram dos principais pilotos de Fórmula 1 e estimou a proporção de seguidores falsos (bots) e o impacto nas receitas por publicação patrocinada. Lewis Hamilton (Ferrari) lidera em audiência com 41,6 milhões de seguidores, dos quais cerca de 28% (11,5 milhões) são bots. Max Verstappen (Red Bull) soma 16,7 milhões, com 18,6% falsos; Charles Leclerc (Ferrari) tem 21,2 milhões, com 15,93% falsos; Fernando Alonso (Aston Martin) regista a maior percentagem: 34,5% de 7,6 milhões.
Por Que Importa
- A presença de seguidores falsos infla métricas usadas em negociações de patrocínio e pode distorcer avaliações de retorno do investimento (ROI), preços por publicação e cláusulas de performance.
- Apesar dos bots, os pilotos continuam a monetizar o Instagram: Hamilton poderá ganhar até €113.890 por post, dos quais cerca de €31.707 atribuídos a audiência não humana; Verstappen, €45.000 (c. €8.500 via bots); Leclerc, €58.000 (c. €9.000 via bots); Alonso, €20.000 (c. €7.100 via bots).
- Para as marcas, cresce a necessidade de auditorias de audiência (verificação anti-bot, custo por mil (CPM) ajustado a humanos) e de contratos com comissões/honorários condicionados a métricas verificadas.
- As equipas também beneficiam de volumes inflacionados: a McLaren tem 16,2 milhões de seguidores, com 4,6 milhões falsos, e a Ferrari cerca de 25% de bots (valores por post da equipa não divulgados).
Contexto
- As receitas diretas do Instagram são marginais face aos salários: Verstappen aufere cerca de €58 milhões/época na Red Bull; Hamilton, €54 milhões/época na Ferrari. O património de Hamilton é estimado em $450 milhões (não confirmado pela fonte primária do piloto).
- Avaliações corporativas das equipas diluem o impacto: a McLaren é apontada a $5.000 milhões e a Ferrari a €4,7 milhões (valor referido na peça parece inconsistente para o universo Ferrari; montante exato não confirmado).
Entre Linhas
- Parte das estimativas de "ganho por post" baseia-se em modelos de mercado e não em contratos divulgados; os valores reais por publicação e percentagens de bots em cada conta podem variar (não confirmado).
- Métricas inflacionadas podem pressionar plataformas e patrocinadores a adotarem enquadramentos de verificação e cláusulas de ajuste de preço por audiência humana.