Friedkin injeta mais €121,5M no Everton e aproxima investimento total a €1,62 mil milhões entre Everton e Roma
Documentos oficiais indicam novos aportes no clube inglês; na Roma, o compromisso já roça os €1.000M, com redução de dívida via amortização parcial do bond.
O que aconteceu
O grupo Friedkin, proprietário do Everton desde dezembro de 2024 e da AS Roma desde 2020, realizou novos aportes no clube inglês de £107 milhões (≈€121,5M) entre agosto e setembro, segundo documentos oficiais citados pelo Calcio e Finanza. Somando injeções anteriores — £200M (≈€235M) em junho de 2024 e £289M (≈€335M) no momento da aquisição — o investimento no Everton ascende a ≈€691,5M. Na Roma, os Friedkin já canalizaram ≈€926,6M até 30 de junho de 2024 (mais verbas em 2024/25 não confirmadas), elevando o total combinado para ≈€1,617 mil milhões.
Por Que Importa
- Capital fresco reforça a continuidade operacional do Everton e suporta a reestruturação financeira num contexto de escrutínio regulatório na Premier League.
- Na Roma, os aportes incluem €96M para amortizar parcialmente o empréstimo obrigacionista de €275M, reduzindo encargos com juros e aliviando o endividamento.
- O volume agregado (≈€1,62 mil milhões) evidencia uma estratégia multiclube intensiva em capital, com impacto direto em fair play financeiro e capacidade de investimento em plantéis e infraestruturas.
- Consolidação acionista na Roma (até 95% do capital via ofertas a minoritários) dá maior agilidade nas decisões e facilita futuras operações (ex.: estádio, patrocínios, emissões).
Números
- Everton: avaliação de aquisição em ≈€450M (detalhes não divulgados); aportes de €235M (jun/2024), €335M (dez/2024) e €121,5M (ago–set/2025) → total ≈€691,5M.
- Roma: €926,6M até 30/06/2024, incluindo €701,7M de financiamentos dos sócios, €199M na compra a Pallotta e €25,9M na oferta pública de aquisição (OPA).
- Amortização de €96M do bond de €275M (2019) diminui o custo financeiro anual.
- Total combinado: ≈€1,617 mil milhões (pode já ter sido superado em 2024/25 — não confirmado).
Entre Linhas
- Parte relevante do capital no Everton foi destinada a refinanciamentos e reposição de capitais próprios, sinalizando prioridade em estabilização antes de aumentos de despesa desportiva.
- A trajetória de aportes recorrentes na Roma sugere cobertura operacional e preparação para projetos de infraestrutura (estádio) e de receitas recorrentes (bilhética, hospitalidade, patrocínios).