Outfield e Ingresse criam fundo para antecipar receitas dos clubes com potencial de €88,7 milhões
Veículo já captou cerca de €17,7 milhões; a projeção conservadora aponta para €53,2 milhões adicionais nos próximos meses.
O que aconteceu
A Outfield e a Ingresse criaram no Brasil um Fundo de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC) para antecipar receitas de bilheteira e programas de sócios dos clubes. O fundo já captou cerca de €17,7 milhões (R$ 100 milhões) junto de investidores. A Outfield projeta captar mais €53,2 milhões (R$ 300 milhões) nos próximos meses e estima um potencial total de €88,7 milhões (R$ 500 milhões) num cenário mais otimista.
Por Que Importa
- Os clubes podem receber antecipadamente receitas futuras; os valores e custos de cada operação são negociados individualmente.
- A cobrança das receitas processadas pela Ingresse permite canalizar os pagamentos para os investidores sem que o dinheiro passe pela conta do clube, segundo Felipe Araújo, sócio da Outfield.
- A Ingresse usa o acesso ao financiamento como argumento para conquistar novos contratos no futebol.
Contexto
- A Ingresse tem acordos com Bahia, Botafogo, Fortaleza e Grêmio. Os seus contratos de exclusividade para bilheteira e programas de sócios duram habitualmente cinco a dez anos; as antecipações têm prazos de 12 a 18 meses. A adesão destes clubes ao fundo não foi confirmada.
- O fundo prevê três classes de unidades de participação: prioritárias, intermédias e subordinadas. As remunerações indicadas para as duas primeiras são, respetivamente, a taxa brasileira de referência para depósitos interbancários (CDI) acrescida de 4,5 e de 6 pontos percentuais ao ano. A classe subordinada cabe à Ingresse.