Arezzo transforma o estádio num motor urbano e testa a nova lei italiana

O “Città di Arezzo” avança como caso-piloto: obra faseada até 2030, 13 mil lugares, uso 365 dias/ano e enquadramento integral no novo Decreto-Lei 38/2021 para estádios.

4 set 2026 • há 6 horas • Leitura original: Calcio e Finanza
Arezzo transforma o estádio num motor urbano e testa a nova lei italiana — Calcio e Finanza

O que aconteceu

O município de Arezzo e a Società Sportiva Arezzo iniciaram a reconstrução do estádio “Città di Arezzo”, após aprovação do projeto definitivo e conclusão do licenciamento preliminar. A demolição da antiga Maratona abriu um plano faseado que, até 2030, prevê um novo recinto com ≈13.000 lugares cobertos, homologado pela UEFA, sem pista de atletismo e com funcionalidades para utilização diária. É um dos primeiros projetos italianos concebidos integralmente sob o Decreto Legislativo 38/2021 (“Lei dos Estádios”) e atualizações associadas.

Por Que Importa

  • Regulação: primeiro teste em escala ao novo enquadramento italiano, com procedimentos e prazos unificados, potencialmente replicável por outras cidades.
  • Modelo de negócio: aposta em receitas não‑dia‑de‑jogo (hospitalidade, restauração, escritórios, eventos culturais/empresariais), reduzindo dependência de bilhética e direitos audiovisuais.
  • Ativo urbano: integração no tecido da cidade com praça pública, percursos ciclopedonais e áreas verdes, elevando o fluxo de pessoas e o valor imobiliário adjacente.
  • Sustentabilidade: fotovoltaico de 1,3 MW, reaproveitamento de águas e criação de Comunidade de Energia Renovável, mitigando custos operacionais e risco energético.

Contexto

  • Em Itália, muitos projetos estagnaram por trâmites morosos e fragmentados entre entidades públicas. Arezzo torna‑se case study para medir a eficácia da nova lei.
  • O estádio mantém‑se na localização histórica (inaugurado em 1961), com obra faseada para a equipa continuar a jogar em casa, evitando perda de ligação com adeptos e impacto nas receitas correntes.

Números

  • Capacidade alvo: ≈13.000 lugares (todos cobertos), padrão UEFA/FIGC.
  • Energia: 1,3 MW de fotovoltaico; sistemas de recolha e reutilização de águas pluviais e cinzentas.
  • Cronograma: obra em várias fases até 2030; valores de investimento não divulgados.

Entre Linhas

  • A viabilidade financeira assenta na multiplicação de dias úteis do ativo: skyboxes, hospitality, food hall e restaurante panorâmico, com foco em retorno do investimento (ROI) para clube, operador e cidade.
  • O projeto é coordenado por Carlo Antonio Fayer (M28Studio), com consórcio técnico e parceria estreita com o município, apontado como fator crítico para acelerar decisões.

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