Almería encolhe orçamento para 2026-27 e ajusta o modelo sob Al‑Khereiji
Clube andaluz prepara novo corte após dois anos no topo financeiro da Segunda, pressionado por contratos de Primeira e receitas em baixa
O que aconteceu
O UD Almería vai apresentar um orçamento mais baixo para a próxima época, depois de dois exercícios na Segunda Divisão com investimentos de referência. Em 2024-25 o clube terá orçamentado cerca de 45 M€, caindo para 40 M€ no primeiro ano de Mohamed Al‑Khereiji na presidência; agora prepara-se um novo corte (valor não confirmado). A estratégia passa por sustentabilidade sem abdicar da luta pela subida.
Por Que Importa
- Menos orçamento implica menor margem para salários e transferências, com impacto direto no limite salarial definido por LaLiga (referência central da planificação desportiva).
- Contratos herdados da Primeira Divisão pressionam a massa salarial; saídas e vendas tornam-se duplamente relevantes: geram caixa e libertam teto salarial.
- Concorrência reforçada: clubes recém‑despromovidos chegam com ajudas de descida e estruturas fortes, reduzindo a vantagem competitiva que o Almería tinha no mercado.
- Mudança de governação: Al‑Khereiji privilegia rentabilidade e controlo de custos, procurando equilíbrio financeiro sem desmontar o projeto desportivo.
Contexto
- Após a descida, o Almería apostou forte para subir de imediato, operando com um orçamento que superava o de vários clubes da Primeira Divisão — estatuto que agora perde terreno.
- A categoria de prata tem receitas de transmissão e de patrocínios substancialmente menores face à elite, tornando mais onerosa a manutenção de contratos de topo.
E agora?
- Espera-se um mercado centrado em desinvestimento seletivo: vendas de ativos com maior salário e reposição com custos controlados.
- O treinador García Pimienta mantém o objetivo de promoção, mas com rede financeira mais curta; performance desportiva e timing de vendas serão críticos para não penalizar o plantel.
- Monitorizar o anúncio oficial do orçamento e eventuais cláusulas de ajuste em contratos ainda de Primeira (não confirmado), que podem aliviar a folha salarial.