Consórcio liderado por Sergio Ramos acerta princípio de acordo de €444M para comprar o Sevilla
Grupo apoiado pelo fundo Five Eleven obteve exclusividade e apresentou garantia financeira; preço será ajustado à dívida líquida do clube.
O que aconteceu
Um consórcio encabeçado por Sergio Ramos alcançou um princípio de acordo, avaliado em c. €444 milhões, para adquirir o Sevilla. O grupo, apoiado pelo fundo Five Eleven, entrou em exclusividade em janeiro e concluiu a due diligence e negociações com acionistas após uma maratona de 8–10 horas. Foi apresentada uma garantia financeira; o fecho está apontado para finais de maio/início de junho, dependente da disponibilização do capital e de ajustes ao preço pela dívida líquida estimada em ~€90 milhões.
Por Que Importa
- Potencial mudança de controlo num histórico da La Liga com impacto direto em governança, investimento no plantel e política de vendas.
- Valorização e preço final estarão condicionados por dívida, perdas de 2023/24 (€81,8M) e risco desportivo: descida à II Liga poderia reduzir o valor em 20–30%.
- Entrada de capital externo (fundo Five Eleven) reforça a tendência de financeirização dos clubes espanhóis e pode alterar a estratégia de receitas (direitos, patrocínios, transferências).
- Acordo inclui garantia financeira, sinalizando capacidade de fecho; ainda assim, a operação requer prova de fundos e aprovação societária/regulatória (não confirmado).
Contexto
- Existiam dúvidas sobre a avaliação da dívida do Sevilla (referida inicialmente em ~€180M); fontes internas apontam dívida líquida ~€90M, a deduzir ao preço.
- Desempenho desportivo pressiona a avaliação: o Sevilla é 13.º, a 3 pontos da zona de descida, com três jogos por disputar.
- Ramos, formado no clube, é o rosto público do consórcio; regressou em 2023 após passagens por Real Madrid e Paris Saint-Germain.
E agora?
- Conclusão prevista para fim de maio/início de junho, após apresentação integral do capital e eventuais autorizações.
- Caso a permanência na La Liga seja confirmada, o risco de ajuste negativo de 20–30% ao valor do ativo diminui, potencialmente estabilizando o preço final.
- Novo controlo poderá redefinir o orçamento, política de contratações e a captação de patrocínios, visando inverter prejuízos recentes.