Paços de Ferreira admite dependência de investidor PKM para concluir época

Proposta prevê 1,25 M€ por 49,9% da futura SAD, assunção de passivo até 5,6 M€ e cláusula de saída em caso de descida

23 abr 2026 • há 4 horas • Leitura original: Lusa
Paços de Ferreira admite dependência de investidor PKM para concluir época — Lusa

O que aconteceu

O presidente do Paços de Ferreira, Rui Abreu, afirmou que o clube não conseguiria pagar salários nem concluir a temporada sem a entrada do grupo PKM na futura Sociedade Anónima Desportiva (SAD). A proposta apresentada em Assembleia Geral extraordinária prevê um adiantamento de 500 mil euros (já realizado) e mais 750 mil euros até ao fim da época, em troca de 49,9% do capital, com opção para subir até 80%. O PKM assumirá a equipa sub-19, poderá criar sub-23, e assume passivo até 5,6 M€ mediante plano de pagamentos. A votação dos sócios está marcada para sexta-feira.

Por Que Importa

  • Liquidez imediata: injecção de 1,25 M€ é crítica para tesouraria e cumprimento salarial, evitando sanções desportivas e administrativas.
  • Reestruturação financeira: transferência de passivo até 5,6 M€ para o investidor reduz risco de incumprimento, embora exposa o clube a perda de controlo se a opção até 80% for ativada.
  • Governação e controlo: o clube manterá a presidência da SAD e direito de veto em várias matérias, mas ficará minoritário na estrutura executiva, exigindo um modelo de salvaguardas robusto.
  • Risco desportivo contratualizado: em caso de descida, o PKM pode desistir ou ficar com 15,10% por 1 euro, cláusula que protege o investidor e pode fragilizar o poder negocial do clube.

Contexto

  • O dirigente referiu tentativas falhadas com outros investidores e classificou esta proposta como a “única hipótese” antes do fim da época; valores acima de 5,6 M€ de passivo poderão ser compensados por créditos a receber (não confirmado).
  • Desportivamente, o Paços venceu o Desportivo de Chaves por 4-3 na 30.ª jornada da II Liga, somando pontos na luta pela permanência, o que mitiga o risco associado à cláusula de descida.

E agora?

  • Decisão dos sócios na sexta-feira será determinante: rejeição obriga a devolver os 500 mil euros já adiantados, sem juros, reacendendo o risco de não inscrição nas competições profissionais.
  • Em caso de aprovação, será crucial detalhar o acordo parassocial, cronograma de pagamento do passivo e métricas de controlo para as equipas de formação (sub-19 e eventual sub-23).

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