Serie A pressiona por novo enquadramento fiscal e sustentabilidade financeira

Lega Serie A reuniu-se com Governo italiano e reguladores para discutir estabilidade dos clubes e possível reintrodução do “Decreto Crescita”.

17 mar 2026 • há 9 horas • Leitura original: Calcio e Finanza (Luca Cosentini)
Serie A pressiona por novo enquadramento fiscal e sustentabilidade financeira — Calcio e Finanza (Luca Cosentini)

O que aconteceu

A Liga italiana (Serie A) reuniu-se recentemente, em Roma, com representantes da Agência das Finanças (Agenzia delle Entrate), do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), com o vice‑ministro da Economia e Finanças, Maurizio Leo, e com a nova comissão de supervisão financeira que substituiu a Covisoc. Em cima da mesa esteve a sustentabilidade económico‑financeira dos clubes e a eventual reintrodução do “Decreto Crescita” — regime que até 2024 reduzia em 50% o imposto sobre o rendimento (IRPEF) aplicado aos salários brutos de futebolistas contratados no estrangeiro. O presidente da Lega Serie A, Ezio Maria Simonelli, defendeu um modelo “sólido e credível”, conciliando competitividade e equilíbrio financeiro.

Por Que Importa

  • Reativar o benefício fiscal baixaria o custo total de plantel para clubes italianos, aumentando a capacidade de atrair talento por menor encargo salarial bruto.
  • A Liga argumenta que a poupança seria canalizada para formação (academias) e infraestruturas (estádios), reduzindo dependência de vendas de ativos e prémios desportivos.
  • O diálogo com Fisco e supervisores indica um possível novo enquadramento de controlo de risco fiscal, com mais transparência e comunicação prévia, potenciando previsibilidade para orçamentos plurianuais.
  • Em termos competitivos, a medida poderia mitigar a perda de tração da Serie A face a ligas rivais com cargas fiscais mais leves ou receitas médias superiores.

Contexto

  • Desde 2024, a abolição do “Decreto Crescita” aumentou o custo dos contratos de jogadores vindos do estrangeiro; clubes alegam quebra de competitividade no mercado.
  • A nova comissão de supervisão, presidida por Massimiliano Atelli, reuniu pela primeira vez com os clubes, ao lado de Gabriele Fava (também presidente do INPS) e Vincenzo Carbone (Agenzia delle Entrate).
  • Maurizio Leo salientou a importância de um modelo de gestão do risco fiscal assente em transparência e comunicação antecipada com a autoridade tributária.

Entre Linhas

  • Não foram divulgados valores, cenários de impacto ou calendário para uma eventual reintrodução do regime (não confirmado).
  • A Serie A procura um compromisso que evite a perceção de “subsídio aos salários” e enquadre a medida como política de competitividade com contrapartidas de investimento interno.

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