Santos fecha patrocínio com Novibet até €15,7 M/ano, indexado a performance

Contrato de três anos combina fixo e participação de 25% nas apostas; equipa feminina fica sem patrocinador máster

27 fev 2026 • há 11 horas • Leitura original: Máquina do Esporte
Santos fecha patrocínio com Novibet até €15,7 M/ano, indexado a performance — Máquina do Esporte

O que aconteceu

O Santos anunciou, esta quarta-feira (26), um patrocínio principal de três anos com a casa de apostas Novibet, válido até fevereiro de 2029. O acordo inclui um fixo anual e um modelo de performance com 25% de participação na movimentação gerada na plataforma a partir da base e dos ativos do clube. Projeções internas apontam para até €15,7 M/ano (R$ 95 M), somando fixo, bónus e participação. O contrato cobre apenas a equipa profissional masculina; a feminina permanece sem patrocinador máster.

Por Que Importa

  • Estrutura de receita mista: fixo de €5,8 M/ano (R$ 35 M) com potencial de bónus até €14,0 M/ano (R$ 85 M), reforçado por participação variável — reduz risco para a marca e alinha incentivos ao desempenho e ao engajamento dos adeptos.
  • A componente de 25% de participação nas apostas do ecossistema do clube pode gerar cerca de €8,3 M/ano (R$ 50 M), segundo estimativas internas, elevando o teto potencial de receita do patrocínio.
  • Exclusão da equipa feminina cria um gap comercial no ativo mais valioso da camisola, com impacto direto na faturação do futebol feminino e na atratividade para novas marcas.
  • O acordo surge num ciclo de retração do investimento das casas de apostas no Brasil, pressionadas por regulamentação e maior tributação, sinalizando que ativos com grande massa adepta ainda capturam orçamentos relevantes.

Contexto

  • O patrocínio principal anterior com a 7K, iniciado em abril de 2025 e rescindido em janeiro de 2026 (c. 15 meses antes do fim), abrangia também a equipa feminina, hoje sem parceiro para o espaço principal da camisola.
  • O mercado brasileiro de apostas vive ajustes regulatórios e fiscais, levando várias plataformas a saírem de patrocínios nas Séries A e B, privilegiando contratos com métrica de performance e partilha de receita.

E agora?

  • O Santos passa a depender de engajamento transacional (registos, depósitos e apostas associadas aos seus ativos) para maximizar o retorno do investimento (ROI) e aproximar-se do teto projetado de €15,7 M/ano (R$ 95 M).
  • A ausência de máster no feminino abre oportunidade para pacotes dedicados (camisola, direitos digitais e dias de jogo) visando marcas com foco em baixa exposição reputacional e diversidade.

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