PSV internaliza operação de catering e prepara expansão do Philips Stadion

Clube assume gestão direta da restauração em dias de jogo após 2025-26, encerrando parceria de 25 anos com a Top Events; decisão alinha-se com planos de ampliar o estádio em pelo menos 10.000 lugares.

24 fev 2026 • há 11 horas • Leitura original: TheStadiumBusiness / Bradley Rial
PSV internaliza operação de catering e prepara expansão do Philips Stadion — TheStadiumBusiness / Bradley Rial

O que aconteceu

O PSV Eindhoven, da Eredivisie (Países Baixos), vai internalizar a operação de catering em dias de jogo no Philips Stadion após a época 2025-26, pondo fim a 25 anos de colaboração com a Top Events. O clube não procurará novo parceiro externo e passa a gerir diretamente a restauração, apoiado na transição iniciada há cinco anos, quando adquiriu o inventário de pontos de venda do estádio à Top Events.

Por Que Importa

  • Maior controlo sobre margens: ao eliminar o intermediário, o PSV pode capturar mais receita por adepto (ticket médio em F&B), otimizar preços e reduzir comissões/honorários pagos a terceiros.
  • Experiência e fidelização: gestão direta permite menus, operações e meios de pagamento ajustados ao perfil do adepto, potenciando subida de consumo por jogo e satisfação do titular de lugar anual.
  • Sinergia com a expansão do estádio: com a prevista adição de ≥10.000 lugares, a operação própria facilita dimensionar cozinha, quiosques e logística para picos de procura.
  • Dados e CRM: internalização melhora a recolha de dados transacionais de restauração, integrando-se com bilhética e merchandising para aumentar o retorno do investimento (ROI) em campanhas.

Contexto

  • Em novembro, PSV e Município de Eindhoven assinaram carta de intenções para ampliar o Philips Stadion em pelo menos 10.000 lugares (capacidade atual ~35.000), apoiados pela consultora Hypercube desde outubro de 2023.
  • A lista de espera para lugares anuais supera 10.000 adeptos, sustentando o racional de aumento de capacidade e de monetização em dias de jogo.
  • Marcel Brands (diretor-geral) destacou que o modelo já provou sucesso noutros clubes, prevendo operação mais flexível e hospitaleira. A Top Events classificou a saída como “pela porta da frente”, após 25 anos.

Entre Linhas

  • Termos financeiros da transição e investimento em infraestrutura de F&B não foram divulgados (valores não divulgados); serão críticos para o payback com a nova capacidade.
  • A integração operacional exigirá reforço de competências internas (compras, cadeia de fornecimento, contratação e formação), bem como atualização de sistemas POS e métricas de custo por mil (CPM) em comunicação in-stadium.

E agora?

  • Definir layout final da expansão e o número exato de lugares (não confirmado) para calibrar o capex em cozinha central, cold rooms e pontos de venda.
  • Estruturar modelo de trabalho com marcas de bebidas/alimentos (exclusividades, mínimos garantidos) para estabilizar receitas e reduzir risco de volatilidade de procura.

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