Apostas online disparam no Brasil em 2025 e somam €5,84 mil M em volume de jogo
Plataformas legalizadas lideram tráfego e receita, mas peso do mercado não licenciado permanece controverso
O que aconteceu
Dados do Aposta Legal apontam que, em 2025, os sites de apostas online legalizados no Brasil somaram 26,4 mil milhões de visitas, um aumento de 237% face a 2024. A atividade movimentou cerca de €5,84 mil milhões (R$36,1 mil milhões) no ano, com €2,39 mil milhões (R$14,8 mil milhões) atribuídos a operadores fora do sistema autorizado. Em média, registaram-se 2,2 mil milhões de acessos mensais (71 milhões/dia), colocando as casas de apostas como o segundo destino digital mais acedido no país, atrás do Google.
Por Que Importa
- Escala de audiência: com 2,2 mil milhões/mês, as apostas superam a maioria dos destinos digitais, reforçando o seu peso nas ativações de patrocínio e compra de media no desporto.
- Receita em aceleração: um volume anual de €5,84 mil milhões indica maior capacidade de investimento em direitos, naming e presença nas camisolas de clubes e ligas.
- Regulação e concorrência: a estimativa de €2,39 mil milhões fora do autorizado expõe riscos de erosão fiscal e concorrência desleal, pressionando por fiscalização e critérios de licenciamento.
- Planeamento dos clubes: a incerteza sobre a quota do mercado não licenciado impacta previsões de faturação e o retorno do investimento (ROI) em acordos com a categoria.
Entre Linhas
- Há divergência nas estimativas sobre o peso do jogo ilegal: o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável, com o Instituto Locomotiva e a LCA Consultoria, aponta que operadores não licenciados representariam 41%–51% da atividade — acima do sugerido pelo Aposta Legal —, o que pode afetar projeções de arrecadação fiscal e o enquadramento regulatório (não confirmado).
Números
- 26,4 mil milhões de visitas em 2025; +237% vs. 2024.
- Média mensal: 2,2 mil milhões de acessos; 71 milhões/dia.
- Volume anual estimado: €5,84 mil milhões (R$36,1 mil milhões).
- Fora do sistema autorizado: €2,39 mil milhões (R$14,8 mil milhões).
- Participação dos não licenciados segundo outras fontes: 41%–51% da atividade nacional.
E agora?
- Espera-se maior escrutínio regulatório e eventuais ajustes nas taxas, comissões e requisitos de compliance, com impacto direto nos patrocínios desportivos e nos contratos de transmissão associados a apostas.
- Clubes e ligas devem diversificar carteiras de patrocinadores para mitigar risco regulatório e dependência de uma única categoria com métricas ainda não consolidadas.