Chiliz reivindica mais de 700 M$ em receitas com Fan Tokens e ambiciona ser a “capa financeira” do desporto

Grupo por detrás da Socios.com soma acordos com 70+ entidades e projeta capitalização de mercado de Fan Tokens acima de 1.000 M$ em 2025; plano 2030 mira tokenização de ativos reais.

5 fev 2026 • há 13 horas • Leitura original: 2Playbook
Chiliz reivindica mais de 700 M$ em receitas com Fan Tokens e ambiciona ser a “capa financeira” do desporto — 2Playbook

O que aconteceu

A Chiliz Group, fornecedora de tecnologia blockchain para desporto e entretenimento e dona da plataforma Socios.com, afirma ter gerado mais de 700 milhões de dólares (≈592 milhões de euros) em receitas desde 2018 através de Fan Tokens. A empresa indica que a capitalização de mercado dos Fan Tokens supera 1.000 milhões de dólares (≈846 milhões de euros) em 2025 e mantém parcerias com mais de 70 entidades desportivas a nível global. No manifesto estratégico até 2030, a Chiliz propõe transformar-se na infraestrutura financeira do sector, com tokenização de ativos reais, distribuição multichain e modelos de tokenómica ligados a resultados desportivos.

Por Que Importa

  • Abre uma nova via de monetização direta de adeptos, com receitas já reivindicadas acima de 700 M$, relevante para clubes com margens pressionadas por fair play financeiro e limites salariais.
  • A meta de ser “capa financeira” do desporto implica intermediar fluxos económicos (bilhética digital, patrocínios, loyalty), potencialmente deslocando receitas hoje concentradas em bancos, processadores de pagamento e plataformas de bilhética.
  • A promessa de tokenização de ativos reais pode criar instrumentos híbridos (utilidade + exposição financeira), mas enfrenta risco regulatório em valores mobiliários e proteção do consumidor.
  • Expansão para blockchains de alta velocidade e tokenómica gamificada visa aumentar retenção e atividade dos utilizadores, fatores críticos para avaliação e patrocínios.

Contexto

  • Fan Tokens oferecem benefícios como votações, experiências e recompensas; o seu valor é volátil e dependente de utilidade percebida e dinâmica de mercado.
  • O CEO, Alexandre Dreyfus, posiciona a Chiliz além do “engagement” para serviços financeiros no desporto, num mercado que a empresa estima atingir 1 bilião de dólares até 2030 (estimativa própria, não confirmada por terceiros).

E agora?

  • A adoção por clubes dependerá de termos comerciais (comissões, partilha de receitas) e enquadramento regulatório em cada mercado.
  • O sucesso dos “ativos híbridos” exigirá governação clara, auditorias de lastro e compliance com regras de instrumentos financeiros.
  • Monitorizar métricas: número de utilizadores ativos, volume de transações, valor de mercado dos tokens por clube e receitas recorrentes vs. lançamentos pontuais.

Se o formulário não aparecer, subscreva diretamente aqui.

Sem spam. Pode cancelar quando quiser. Ao subscrever aceita os Termos de Utilização da Substack, a Política de Privacidade e o Aviso de recolha de informação.