Mallorca celebra 10 anos de gestão de Kohlberg, mas críticas crescem ao foco no negócio face ao rendimento desportivo

Clube reforça Son Moix como hub económico e experiência de dia de jogo, mas adepto questiona plano para evitar descida na La Liga

28 jan 2026 • 10:10 • Leitura original: COPE (Jordi Jiménez)
Mallorca celebra 10 anos de gestão de Kohlberg, mas críticas crescem ao foco no negócio face ao rendimento desportivo — COPE (Jordi Jiménez)

O que aconteceu

O RCD Mallorca assinalou o 10.º aniversário da atual propriedade, liderada por Andy Kohlberg (com participação de Steve Nash e, em menor escala, Steve Kerr), num momento em que a equipa está em zona de descida na La Liga. O clube destacou investimentos no estádio Son Moix, na formação e na Fundação, enquanto parte da massa adepta critica a ausência de reforços e a falta de um plano desportivo visível para inverter resultados.

Por Que Importa

  • Receitas de “matchday” e hospitalidade premium dependem da permanência na Primeira Divisão; uma eventual descida reduziria patrocínios, bilhética e “hospitality”.
  • O foco nas “experiências” e eventos em Son Moix cria um centro económico fora do jogo, mas o produto principal continua a ser o futebol: maus resultados corroem retorno do investimento (ROI) em infraestruturas.
  • Sem reforços, o clube arrisca perder competitividade face a rivais diretos (Rayo, Osasuna, Sevilla, Valencia) que já atuaram no mercado, pressionando o limite salarial e a valorização de ativos.
  • Mensagem institucional de estabilidade pode ser lida como falta de urgência, afetando confiança dos adeptos e perceção de marca.

Contexto

  • A era Kohlberg abrangeu descidas e subsequentes subidas, manutenção sofrida e uma final da Taça do Rei, consolidando a governação mas com volatilidade desportiva.
  • A direção aponta investimentos estruturais (estádio, academia, Fundação) como base de crescimento sustentável; o artigo questiona se o plano desportivo acompanha essa ambição.

Entre Linhas

  • O clube é elogiado como “grande organizador de eventos”, mas há críticas de que o “envoltório” superou o “produto” — o rendimento em campo.
  • É referida uma nova injetção de €8 milhões no início da época para reforçar a estrutura financeira; a afetação ao plantel não é clara (não confirmado).

E agora?

  • Definir e comunicar um plano desportivo: possíveis entradas, reajuste de plantel e uso do limite salarial antes do fecho do mercado (valores não divulgados).
  • Alinhar narrativa: ligar investimentos em infraestruturas a metas desportivas quantificáveis (manutenção, pontos, métricas de desempenho) para proteger receitas de La Liga e hospitalidade.

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