Serie A usa final da Taça de Itália como piloto para modelo “Road to Zero” em eventos
Liga mapeia pegada operacional da final 2024/25 para criar referências anuais em custos, logística e emissões; mobilidade é o maior fator de impacto.
O que aconteceu
A Liga Serie A transformou a Final da Taça de Itália Frecciarossa 2024/25, no Estádio Olímpico (Roma), num piloto operacional de sustentabilidade, sob o modelo “Road to Zero”. O projeto recolheu dados de emissões (âmbitos 1, 2 e 3), consumo de energia e água, logística e compras para estabelecer uma base comparável para futuras decisões. O evento gerou 175,8 toneladas de CO₂e, tratadas como linha de base e não como peça de comunicação.
Por Que Importa
- Cria-se um modelo repetível para planeamento e controlo de custos, com métricas operacionais que suportam decisões em finais e grandes jogos.
- A mobilidade (equipas, staff, parceiros e convidados) é o principal motor de impacto e de despesa logística; priorizar o comboio e centralizar fluxos reduz custos, riscos e ineficiências.
- Medição granular de energia, água e resíduos permite negociar melhor com fornecedores e definir referências internas de consumo, com impacto direto no orçamento.
- Integração de critérios de economia circular nas compras melhora disciplina de fornecedores e baixa custos associados a resíduos e hospitalidade.
Números
- Emissões totais: 175,8 t CO₂e (base para comparação anual).
- Eletricidade consumida: ~20.000 kWh, com fornecimento de origem 100% renovável.
- Água: 310.000 litros.
Contexto
- O “Road to Zero” assenta em controlo operacional, visibilidade de custos e repetibilidade, criando um conjunto de dados comparável entre edições.
- Exigências de sustentabilidade foram incorporadas em compras, formação de staff, coordenação de parceiros e reporting, visando escalabilidade a outras competições.
E agora?
- A Serie A passa a dispor de referências internas para orçamentação, cronogramas e contratação de fornecedores em eventos de grande escala.
- As próximas finais poderão testar ajustes em planeamento de transportes, metas de redução por categoria de emissões e contratualização de desempenho com fornecedores (não confirmado).