Organizações desportivas perdem mais de €850 mil/ano por não conhecerem os seus adeptos

Índice da Dizplai aponta que apenas 24% da audiência é identificável; pressão dos patrocinadores por dados de envolvimento cresce

8 jan 2026 • 21:22 • Leitura original: SportsPro / Sam Carp
Organizações desportivas perdem mais de €850 mil/ano por não conhecerem os seus adeptos — SportsPro / Sam Carp

O que aconteceu

Um novo relatório da Dizplai, baseado num inquérito a 50 organizações desportivas (detentores de direitos, ligas, clubes e federações), conclui que um terço está a perder mais de €855 mil (US$1 M) por ano por não conseguir identificar, converter ou monetizar a sua base de adeptos. Em média, os inquiridos conhecem pelo nome e contacto apenas 24% da sua audiência, e 20% admitem deter dados próprios de apenas 0–10% dos fãs.

Por Que Importa

  • A “cegueira” de dados está a reduzir receitas anuais: 63% estimam perdas de cerca de €85,6 mil (US$100 mil), e um terço aponta €855 mil–€4,28 M (US$1–US$5 M) por ano em oportunidade perdida.
  • Impacto em patrocínios: marcas exigem melhor retorno do investimento (ROI) e dados de engagement; 87% sentem pressão moderada-alta e 60% dizem que ≥26% das renovações dependem de métricas digitais/fan data.
  • Monetização por fã é baixa: 30% reportam ARPU inferior a €8,56 (US$10)/ano, sinalizando subaproveitamento de audiências numerosas.
  • Canais críticos: a emissão/televisão é o mais difícil para recolher dados próprios (67%), seguido de redes sociais (33%) e visitantes de sites (25%).

Contexto

  • Pontos de contacto que melhor geram dados: bilhética (67%), programas de sócios e fidelização (48%) e redes sociais (41%). Comércio eletrónico, ativações em eventos e plataformas de transmissão online geram menos dados (percentagens mais baixas, não detalhadas).
  • A Dizplai caracteriza os “adeptos anónimos” como um “ponto cego de milhões”, que corrói comissões/honorários de patrocínio e dificulta storytelling suportado por dados.

E agora?

  • Recomendações do relatório: elevar o crescimento de fãs identificados a métrica de conselho de administração; ligar dados de audiência às histórias de patrocinadores; usar social e emissão como “portas de entrada” para plataformas próprias.
  • Investimentos prioritários (próximos 2 anos): CRM, modelos de adesão/sócio, conteúdos direct-to-consumer e ferramentas de envolvimento interativo; reforço de competências das equipas de marketing, comercial e legal sobre gestão de relação com adeptos.

Entre Linhas

  • Ed Abis (CEO da Dizplai) resume: o anonimato dos fãs é a “maior fuga invisível de receita” — não é (apenas) um problema de dados, é um problema comercial: sem conhecer, não se consegue crescer a base de adeptos.

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