Barcelona rescinde patrocínio da ZKP após dois meses, citando incumprimento contratual

Clube corta laços com parceiro cripto ligado a Andrew Tate e afasta-se de novo token lançado fora do acordo.

6 jan 2026 • 08:58 • Leitura original: SportsPro (Josh Sim)
Barcelona rescinde patrocínio da ZKP após dois meses, citando incumprimento contratual — SportsPro (Josh Sim)

O que aconteceu

O FC Barcelona rescindiu o acordo de patrocínio com a Zero-Knowledge Proof (ZKP) menos de dois meses após o anúncio (meados de novembro). O clube da LaLiga invocou incumprimento contratual, depois de verificações internas apontarem ligações da ZKP a Andrew Tate, figura envolvida em processos criminais no Reino Unido. A ZKP havia assinado por três anos como parceira oficial de criptoativos e lançou um novo token um dia após o anúncio — iniciativa que o Barça disse não constar do contrato.

Por Que Importa

  • Reputação e conformidade: o Barça sinaliza uma postura de baixa exposição reputacional e de compliance rigoroso ao cortar um patrocínio potencialmente tóxico.
  • Risco para adeptos: o lançamento de um token fora do acordo poderia induzir investimento de retalho por adeptos, expondo o clube a riscos legais e de imagem.
  • Mercado cripto no desporto: reforça a necessidade de due diligence reforçada e cláusulas de moralidade nos contratos com criptoempresas.
  • Impacto financeiro: perda de receita de patrocínio (valores não divulgados), mas proteção do valor de marca pode mitigar danos de longo prazo.

Contexto

  • A ZKP tinha este como segundo acordo desportivo, após patrocínio aos Dolphins (liga australiana de râguebi, NRL).
  • Nas redes sociais, a conta da empresa seguia apenas três perfis, incluindo o de Andrew Tate, o que alimentou dúvidas sobre a sua propriedade e governança.
  • O Barcelona reiterou não ter qualquer ligação ao token lançado pela ZKP, nem responsabilidade na sua emissão ou gestão.

E agora?

  • Possível ativação de cláusulas de rescisão por causa e eventuais ações legais para cobertura de danos (não confirmado).
  • Expectável maior escrutínio dos patrocinadores cripto por clubes europeus, com exigência de provas de propriedade e de conformidade regulatória.
  • O Barcelona deverá procurar um substituto no segmento tecnológico/fintech, preservando a segmentação internacional do seu portefólio comercial.

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