EA Guingamp procura novo acionista para mitigar quebras dos direitos televisivos

Clube bretão fechou 2024/25 com resultado positivo graças a receitas excecionais, mas admite fragilidade estrutural do modelo e avança para captação de capital.

24 dez 2025 • 09:00 • Leitura original: Ouest-France (artigo premium)
EA Guingamp procura novo acionista para mitigar quebras dos direitos televisivos — Ouest-France (artigo premium)

O que aconteceu

O En Avant Guingamp (EA Guingamp) fechou o exercício 2024/25 com contas no verde, mas o presidente Fred Le Grand admitiu que o resultado dependeu de fatores pontuais — vendas de jogadores e receitas "one shot" — e que a quebra dos direitos de transmissão (TV) em França fragilizou o modelo. Em entrevista publicada a 23 de dezembro, o clube iniciou a procura de um novo acionista para reforçar a estrutura financeira.

Por Que Importa

  • Pressão de receitas recorrentes: a quebra dos direitos televisivos em França reduz previsibilidade de caixa e expõe clubes médios a ciclos de venda de ativos (jogadores) para equilibrar contas.
  • Diversificação urgente: entrada de capital pode financiar comercial, formação e scouting, reduzindo dependência de receitas variáveis e de transferências.
  • Governança e valorização: a abertura a um acionista pode implicar novos critérios de gestão e acelerar profissionalização, preparando o clube para futuras negociações de direitos.
  • Mercado em reajuste: o caso Guingamp ilustra o risco sistémico do futebol francês fora da Ligue 1, com impacto em salários, plantéis e competitividade regional.

Contexto

  • Le Grand referiu que o resultado positivo assentou em vendas de jogadores (nomes citados: Picard, Labeau, Siwe) e em desempenho comercial satisfatório, além de receitas excecionais (valores não divulgados).
  • O clube anunciou ainda mudanças técnicas: dois novos treinadores e um novo diretor do centro de formação (funções e termos não confirmados publicamente em detalhe).

E agora?

  • O Guingamp está a sondar investidores; estrutura do negócio, avaliação e percentagem de capital a ceder estão não confirmadas.
  • Sem nova âncora de receitas (direitos TV) ou capital, o orçamento 2025/26 pode exigir maior contenção salarial e dependência de transferências.
  • Uma entrada de capital bem estruturada pode priorizar receitas recorrentes (patrocínios locais/nacionais, matchday, hospitalidade) e reforço da academia para retorno do investimento (ROI) sustentável.

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