LaLiga flexibiliza regras de controlo económico: ‘wild card’, capital e novas margens
Competição espanhola aprova 13 alterações ao fair play financeiro, com mais flexibilidade em vendas de inverno, renovações e aumentos de capital até 25% da faturação.
O que aconteceu
LaLiga anunciou 13 mudanças ao seu controlo económico (fair play financeiro), algumas já em vigor desde novembro e outras a aplicar a partir de fevereiro de 2026. As novidades abrangem o tratamento contabilístico de transferências no mercado de inverno, a criação de um “wild card” para uma renovação livre por época, ajustes ao Límite de Custo de Plantel (LCPD), incentivos à formação e novas regras para aumentos de capital.
Por Que Importa
- Mais elasticidade financeira: possibilidade de imputar receitas de vendas de janeiro na época seguinte pode aliviar pressão de curto prazo e otimizar o retorno do investimento (ROI) em carteiras de jogadores.
- Reforço de capital: limite passa de um teto fixo para até 25% da cifra de negócios (faturação líquida), potencialmente ampliando a capacidade de investimento sem subir o endividamento.
- Gestão de custos mais precisa: redução da margem variável do LCPD de 10% para 6% na Primeira Liga aumenta disciplina e previsibilidade orçamental.
- Incentivo à base e feminino: gastos com formação (até 2 M€) e equipas femininas deixam de penalizar o limite, desde que compensados pelo acionista no balanço.
Números
- LCPD: margem variável desce para 6% na Primeira Divisão; na Segunda mantém-se 10% ou aplica-se um teto de 500 mil €.
- Formação: exclusão do limite até 2 M€ (com compensação do acionista).
- Aumentos de capital: até 25% da faturação líquida (antes, 4 M€ por época).
- LaLiga Hypermotion: um jogador/época não conta para fair play, salvo valorização em torno de 1,5 M€.
Entre Linhas
- “Wild card” de renovação anual sem condições pode ser usado de forma estratégica para reter ativos-chave ou ajustar curvas salariais.
- Clubes com pouco espaço de fair play passam a poder atuar como ponte (comprar e ceder/transferir na mesma janela), aumentando liquidez do mercado.
- Ajustes favorecem equipas “poupadas” da Segunda Divisão, que poderão alargar o limite com base em poupanças anteriores.
E agora?
- Alterações adicionais aos artigos 14, 41, 44, 57, 82, 89, 92, 93 e 94 entram em vigor em fevereiro de 2026.
- LaLiga clarifica quando recorrer a peritagem independente se o auditor do clube não emitir parecer.
- Termos financeiros finos (critérios de contabilização específica) carecem de detalhe público completo (não confirmado).