Harvard estuda a Kings League: Piqué leva o “caso” do novo entretenimento futebolístico ao MBA

Liga de formatos digitais fecha 2023 com 20,54 M€ de volume de negócios e expande-se para vários continentes, validando o modelo perante a Harvard Business School.

27 nov 2025 • 10:11 • Leitura original: Palco23
Harvard estuda a Kings League: Piqué leva o “caso” do novo entretenimento futebolístico ao MBA — Palco23

O que aconteceu

Gerard Piqué, fundador da Kings League, deu duas aulas no MBA da Harvard Business School (HBS), em Boston, integradas num caso académico liderado pela professora Anita Elberse e David Moreno. O estudo disseca como a liga, criada em 2022 e estreada em 2023 em Espanha, combina competição, narrativa nativa de redes sociais e envolvimento comunitário. Em 2023, a Kings League reportou 20,54 milhões de euros de volume de negócios e 355,9 mil euros de resultado líquido.

Por Que Importa

  • Validação académica: a análise da HBS legitima o modelo de negócio assente em conteúdos digitais, potenciando parcerias, patrocínios e captação de capital.
  • Prova de monetização: de 20 mil euros de receitas e perdas em 2022 para 20,54 M€ de faturação em 2023, com lucro, sinalizando tração comercial e melhoria de eficiência operacional.
  • Estratégia de audiência: equipas lideradas por criadores de conteúdo ampliam alcance e reduzem custos de aquisição de adepto, reforçando retorno do investimento (ROI) em marketing.
  • Escalabilidade global: a expansão multi-país e duas competições internacionais criam direitos comerciais e de transmissão replicáveis por mercado.

Números

  • 2023: 20,54 M€ de receitas; ~3 M€ em custos de pessoal; ~17 M€ em outros gastos operacionais; 113 mil € em amortizações; ~21 mil € em gastos financeiros; 355,9 mil € de lucro.
  • 2022 (arranque): 20 mil € de receitas e 163,5 mil € de prejuízo.

Contexto

  • Formato digital-first: jogo com mecânicas inovadoras, transmissão centrada em plataformas online (plataformas de transmissão online) e storytelling contínuo em redes sociais.
  • Expansão: edições em Brasil, França, Alemanha, Itália, MENA e México, além das Queens League (México e Espanha) e os torneios anuais Kings World Cup Clubs e Kings World Cup Nations.

E agora?

  • O selo HBS pode acelerar negócios de patrocínio, venda de naming rights e acordos de transmissão locais por mercado.
  • Próximo desafio: melhorar margens, dado o peso de outros gastos de exploração (~17 M€), mantendo crescimento de audiência e internacionalização sustentável.

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