Liga Belga em risco de jogar sem VAR completo após quebra do contrato de TV da DAZN

Falha de captação compromete operação do VAR e expõe fragilidade do modelo de direitos da Pro League

26 nov 2025 • 09:29 • Leitura original: Belga Belga
Liga Belga em risco de jogar sem VAR completo após quebra do contrato de TV da DAZN — Belga Belga

O que aconteceu

A DAZN comunicou que não consegue cumprir o contrato de direitos de transmissão com a Pro League (primeira liga belga), colocando em causa a captação televisiva dos jogos profissionais na Bélgica. Sem carrinhas de produção e câmaras de jogo, o videoárbitro (VAR) só poderia atuar em foras de jogo via câmaras fixas já instaladas. A federação belga (URBSFA) admite disputar pelo menos uma jornada sem VAR completo, alegando inexistência de problema regulamentar se a medida for aplicada a todos os encontros.

Por Que Importa

  • Risco de quebra contratual que pode afetar pagamentos de direitos de transmissão (valores não divulgados) a clubes, com impacto direto no orçamento operacional e em compromissos com plantéis e fornecedores.
  • Redução de qualidade de transmissão prejudica audiências e receitas comerciais (publicidade e patrocínios associados à emissão/transmissão), além de penalizar ativações de marcas em dia de jogo.
  • Operação de VAR dependente da infraestrutura televisiva expõe a vulnerabilidade técnica do ecossistema: sem captação multicâmara, a integridade competitiva e a confiança do público sofrem.
  • Potenciais litígios entre a Pro League e a DAZN podem desencadear renegociação de contrato, execução de garantias ou procura urgente de um novo parceiro técnico/distribuição (não confirmado).

Contexto

  • A DAZN é parceira de distribuição e produção em várias ligas europeias; a sua retirada compromete não só a emissão como também a cadeia técnica: produção, realização e fornecimento de feeds ao VAR.
  • A URBSFA indica que a intervenção do VAR ficaria limitada a foras de jogo com recurso a câmaras fixas, afastando revisões de penáltis, cartões vermelhos e golos duvidosos.

E agora?

  • A Pro League poderá testar um plano de contingência: produção mínima, subcontratação de unidades móveis ou acordo-pontes com outros operadores (não confirmado).
  • Clubes podem exigir clareza contratual sobre prazos de pagamento e compensações por perda de exposição e de controlo tecnológico.
  • Regulador e federação devem definir um enquadramento para jornadas sem VAR completo, mitigando riscos reputacionais e competitivos até estabilizar a transmissão.

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