# FIFPRO: 59% das futebolistas ponderam sair mais cedo por razões financeiras

> Estudo com 800 atletas aponta salários em atraso, apoio insuficiente nos clubes e dificuldades de saúde mental, apesar do crescimento do futebol feminino.

- Publicado: 2026-10-13 07:16
- Tags: Futebol Feminino, Estados Unidos, Portugal, Futebol Feminino, Fifpro, Europa Ocidental
- Fonte original: [Jornal de Notícias](https://www.jn.pt/delas/artigo/futebol-feminino-cresce-no-investimento-mas-nao-no-bolso-e-na-saude-mental-delas/18136183)
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## O que aconteceu

Um estudo da Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPRO), divulgado em 12 de outubro e que inclui Portugal, aponta uma distância entre o crescimento do futebol feminino e as condições de trabalho das atletas. Entre as 800 futebolistas entrevistadas, **59% admitiram antecipar a saída da modalidade por razões financeiras** e 24% relataram salários em atraso nas duas últimas épocas.

### Por Que Importa

- O salário mensal médio pago pelos clubes às futebolistas terá triplicado desde o primeiro estudo, em 2017, para **2 237 euros**, mas a FIFPRO considera que os benefícios não chegam de forma equitativa às jogadoras.
- **47%** afirmaram que os seus clubes não dispõem de uma equipa de apoio suficiente, uma lacuna nas condições de trabalho que acompanha a expansão da modalidade.
- **46%** relataram tensão psicológica associada ao futebol; a FIFPRO defende apoio psicológico obrigatório e normas mínimas para remuneração, instalações e assistência médica.

### Números

- **78%** das entrevistadas têm contrato de trabalho, com duração média de um ano e seis meses.
- O salário mensal médio indicado é de **5 547 euros nos Estados Unidos** e **3 425 euros na Europa Ocidental**.
- **39%** apontaram a falta de medidas de conciliação entre trabalho e família como motivo para ponderar uma saída antecipada.

### Contexto

- A FIFPRO também defende proteção na gravidez e na licença parental. Segundo o estudo, a proporção de jogadoras que ponderam abandonar a modalidade para serem mães desceu de **47% para 19%** desde 2017.
