# Proibição das apostas ameaça garantia do fundo do São Paulo FC ligada à Superbet

> O clube usou parcelas futuras do patrocínio como garantia. O fundo pagava aos investidores sem atrasos no último informe disponível, anterior à medida.

- Publicado: 2026-10-11 09:36
- Tags: Financas, Brasil, Sao Paulo Fc, Superbet, Superscore, Corpservices Group
- Fonte original: [InfoMoney](https://www.infomoney.com.br/onde-investir/fim-das-bets-coloca-fundo-do-sao-paulo-fc-em-encruzilhada-entenda-o-caso/)
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## O que aconteceu

A medida provisória publicada no Brasil em 25 de setembro, que proíbe as casas de apostas e os seus patrocínios, põe em risco as parcelas futuras do contrato do São Paulo FC com a Superbet usadas como garantia do seu fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC). O acordo, renovado até 2030, prevê **€120,8 milhões (R$ 678 milhões)** em pagamentos fixos, incluindo €16,9 milhões (R$ 95 milhões) em 2026. Em 7 de outubro, o clube exibiu na camisola a marca Superscore, do grupo Superbet, em vez da marca da casa de apostas.

### Por Que Importa

- Se a proibição se mantiver e o patrocínio terminar, o São Paulo terá de substituir a garantia. Segundo o advogado Roberto Bento Nejar, o incumprimento pode levar ao **vencimento antecipado da dívida**.
- Os investidores das cotas seniores recebem antes do clube, que detém as cotas subordinadas e absorve as primeiras perdas. Em agosto, havia cerca de **€15,3 milhões (R$ 86 milhões)** por pagar aos seniores e €11,3 milhões (R$ 63,7 milhões) em cotas subordinadas.
- Substituir o patrocínio por outras receitas pode ser difícil: Nejar aponta que poucos recebíveis têm o volume e a previsibilidade de um patrocínio principal.

### Contexto

- O informe de agosto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), anterior à medida, não registava atrasos nos pagamentos. Nesse mês, o fundo tinha um património de €26,7 milhões (R$ 149,7 milhões).
- A continuidade do contrato, por si só, não assegura o valor das parcelas como garantia: é necessário que o clube conserve o direito de as receber, explica Fernando Moura, do CorpServices Group.

### E agora?

- O Congresso ainda terá de apreciar a medida provisória. O Supremo Tribunal Federal analisa pedidos para a suspender. Os próximos informes à CVM poderão mostrar se houve efeitos no fundo.
