# LFP afina estratégia para direitos: Ligue 1+ mantém-se, mas retorno a TV tradicional em estudo

> Liga francesa quer reforçar receitas após crise de direitos; plataforma própria segue como pilar estratégico e moeda de troca em futuras negociações.

- Publicado: 2026-09-21 08:25
- Tags: Direitos Tv, Inglaterra, Alemanha, Premier League, Bundesliga, Liverpool, Dazn, Espanha, Laliga, Franca, Paris Saint Germain, Olympique Lyonnais, Ligue1, Ligue 1, Lfp Media, Amazon Prime Video, Bein Sports, Mediapro, Canal, Liga Dos Campeoes Da Uefa, Lequipe, Orange, Free, Singapura, Rmc, Starhub, Sportspro Podcast
- Fonte original: [SportsPro (Eoin Connolly)](https://www.sportspro.com/analysis/broadcast-ott/ligue-1-streaming-platform-lfp-rights-tender-dtc/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/09/21/lfp-afina-estrategia-para-direitos-ligue-1-mantem-se-mas-retorno-a-tv-tradicional-em-estudo/

## O que aconteceu

A Liga de Futebol Profissional francesa (LFP) lançou a sua plataforma direta ao consumidor (plataforma de transmissão online, DTC) Ligue 1+ em 2025, após o colapso do mercado doméstico de direitos. Apesar de conversas preliminares com operadores para um concurso de direitos a arrancar apenas em 2029/30, a LFP garante que a Ligue 1+ continua central: serve como distribuição principal hoje e como ativo estratégico numa futura negociação.

### Por Que Importa

- A LFP procura **reacender a faturação de transmissão** após anos de quedas, testando pacotes mais rentáveis e mantendo a opção DTC para **retorno do investimento (ROI)** e controlo de dados.
- A Ligue 1+ já gerou **€142 M** para clubes na época passada, somando a **€78,5 M** da BeIN Sports e **€85 M** de compensação da DAZN; ainda assim, fica longe dos >**€1.000 M/ano** que LaLiga, Bundesliga e Premier League obtêm só no mercado doméstico.
- O DTC expõe os detentores de direitos a **maior risco comercial** (marketing, tecnologia, serviço ao cliente) e a pirataria elevada em França, que a LFP estima em **“centenas de milhões”** de euros perdidos (não confirmado).
- Manter a Ligue 1+ robusta **melhora o poder negocial**: pode servir como alternativa, solução internacional e base de dados própria para segmentação e preços.

### Contexto

- DAZN rescindiu cedo um acordo de cinco anos avaliado em **€400 M/ano**, após fraca tração, agravando a crise iniciada com o colapso do contrato de **€3,25 mil M/4 anos** com a Mediapro.
- Relações deterioradas com a Canal+ limitaram concorrência; a Amazon foi relutante em reforçar presença. A LFP investiu parte dos **€100 M** de compensação da DAZN para lançar a Ligue 1+ (8 jogos/jornada, €14,99/mês anual; €19,99 mensal; €9,99 sub-26 anos).
- Em mês inicial, a plataforma atingiu **1 M** de subscritores e firmou acordos de distribuição com **Orange, Free e Amazon Prime Video**, com partilha de receitas.

### Números

- Receita clubes 23/24: **€142 M** (Ligue 1+) + **€78,5 M** (BeIN) + **€85 M** (DAZN, pontual).
- Base média 23/24: **1,1 M** subscritores; ambição: **2 M**.
- Mercado de transferências verão: clubes franceses gastaram **€522 M** e encaixaram **€894 M**; Premier League: **€4.1 mil M**.

### E agora?

- Opções na mesa: aumento de preço (agora com **9 jogos/jornada** num só serviço), novos acordos de transporte — incluindo eventual reaproximação à **Canal+** — e combate reforçado à pirataria.
- Modelos híbridos em estudo: **garantia mínima + partilha de receitas** com um operador que distribua a Ligue 1+ em regime grossista; concurso formal de direitos só para **2029/30**.
- A experiência DTC já cria **valorização futura dos direitos** e uma rede de segurança negocial caso não surjam propostas "grandes" (ex.: oferta de **€1.000 M** citada como cenário ideal, não confirmado).
