# US Open acelera investimento de $800M para reforçar liderança de receitas no ténis

> Remodelação até 2027, Fan Week e direitos de transmissão reforçados sustentam faturação recorde; prémios sobem, mas continuam longe da percentagem exigida pelos jogadores.

- Publicado: 2026-08-25 08:58
- Tags: Industria, Estados Unidos, Dazn, Espanha, Nova Iorque, Jp Morgan, Espn, Emirates, Orange, Movistar, Atandt, American Express, Chase, Eurosport, Rolex, Us Open, Grand Slams, Arthur Ashe Stadium, Louis Armstrong Stadium, Usta Billie Jean King National Tennis Center, Usta, Vital Proteins, The Lumineers
- Fonte original: [2Playbook / Àlex Penalba](https://www.2playbook.com/competiciones/fan-week-cocteles-show-hoja-ruta-open-ser-grand-slam-con-mas-ingresos_23292_102.html)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/08/25/us-open-acelera-investimento-de-dollar800m-para-reforcar-lideranca-de-receitas-no-tenis/

## O que aconteceu

O US Open, o Grand Slam que mais receitas gera, prepara uma remodelação de **$800M (€693M)** no USTA Billie Jean King National Tennis Center até 2027, incluindo **$250M (€216,7M)** para um centro de alto rendimento e upgrade do Arthur Ashe Stadium (23.000 lugares). Em 2024, o torneio faturou **$559M (€484M)** e tem crescido em média **8%** ao ano nas últimas duas épocas. Em 2026 arranca um novo ciclo de direitos com a ESPN nos EUA por **$2.100M** até 2037. A edição recente elevou o prize money em **20%** para **$108M (€92,4M)**, o mais alto da história, enquanto os jogadores contestam que represente apenas **13,4%** das receitas.

### Por Que Importa

- Infraestrutura e hospitalidade: a obra de **$800M** visa ampliar receitas de bilhética, hospitalidade e corporate, consolidando a posição do US Open como o evento mais rentável do ténis.
- Media rights: o acordo com a ESPN (c. **$170M/ano**) mais do que duplica o ciclo anterior, elevando previsibilidade de caixa e valorizando patrocínios e audiências globais.
- Monetização de fãs: a **Fan Week** ultrapassa 1 milhão de assistências totais (com quadro final), criando inventário comercial adicional e tráfego para sponsors.
- Pressão laboral: apesar do aumento para **$108M** em prémios, os jogadores pedem **22%** das receitas; eventual boicote ao **misto de pares** (não confirmado) seria risco material para bilhética, patrocínios e audiências.

### Números

- Receitas 2024: **$559M**; patrocínios: **$118M** (21,1%).
- Bilhética 2024: **$208M**; preços finais 2026: masculino **$757–$31.000**, feminino (inclui final de pares masculinos) **$375–$17.000**.
- Direitos EUA (2026–2037): **$2.100M** com a ESPN (~**$170M/ano**); ciclo anterior ~**€65M/ano**.
- Prize money: +15% (2024), +20% (2025) até **$90M**, +20% (última edição) até **$108M**.

### Contexto

- Carteira comercial: 28 patrocinadores; **JP Morgan** lidera o quadro masculino por **$22M/ano**. **Emirates, Chase, American Express, Rolex** e **AT&T** integram o portefólio.
- Ativações: Fan Week inclui concerto, exibições e torneio de pares mistos (patrocínio **Vital Proteins**), além de ações “Stars for the Open” (patrocínio **Chase**).

### E agora?

- Conclusão das obras até 2027 deve ampliar inventário premium e elevar **retorno do investimento (ROI)** em hospitalidade e patrocínios.
- Criação de um conselho consultivo de jogadores pelos Grand Slams poderá reabrir a negociação da percentagem de receitas destinada a prémios.
