# Capital dos EUA já é maior força acionista na Premier League 2026/27

> Onze dos 20 clubes têm investidores norte‑americanos relevantes; direitos internacionais e liquidez atraem capital dos Estados Unidos

- Publicado: 2026-08-03 09:08
- Tags: Financas, Inglaterra, Estados Unidos, Premier League, Uefa, Fifa, Liverpool, Manchester City, Espanha, Reino Unido, Chelsea, Fenway Sports Group, Major League Baseball, Boston Red Sox, National Basketball Association, Wrexham, Manchester United, Aston Villa, Uefa Champions League, Nbc, Everton, Leeds United, Arsenal, Fulham, Russia, Ucrania, Blueco, Ipswich Town, Crystal Palace, Ineos, Championship, Bournemouth, Kroenke Sports And Entertainment, V Sports, National Football League, The Friedkin Group, San Francisco 49ers, Millwall, Jacksonville Jaguars, Tampa Bay Buccaneers, Football League, 49ers Enterprises, Flex N Gate, Vegas Golden Knights
- Fonte original: [Máquina do Esporte](https://maquinadoesporte.com.br/futebol/premier-league-estados-unidos-dominam-investimentos-nos-clubes-para-temporada-2026-2027/)
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## O que aconteceu

Um levantamento indica que **11 dos 20 clubes** da Premier League 2026/27 têm entre os seus principais acionistas investidores dos Estados Unidos. A vaga de capital norte‑americano ganhou tração desde a entrada da família Glazer no Manchester United (2003–2005) e acelerou com operações como Arsenal (2007), Liverpool (2010) e Chelsea (2022), este último vendido após sanções a ativos russos no Reino Unido.

### Por Que Importa

- Direitos internacionais em alta: a Premier League fechou **£6,5 mil milhões (€7,6 mil milhões)** até 2029, ancorados por **£2,5 mil milhões (€2,9 mil milhões)** da NBC por seis anos — sinal claro de apetite do mercado norte‑americano pela transmissão (emissão) do futebol inglês.
- Audiências globais: a liga afirma alcançar **3,2 mil milhões de espectadores por temporada**; jogos de topo como Liverpool–Manchester City podem somar **700–750 milhões** de visionamentos, reforçando receitas de media e patrocínio.
- Tese de valorização: casos como o **Manchester United**, com entrada dos Glazer (~£800 M) e posterior venda parcial à Ineos, e o **Wrexham** (compra por **£2 M (€2,3 M)** e avaliação de **£100 M (€116,9 M)** em 2024), ilustram a **apreciação de ativos desportivos**.
- Geopolítica e regulação: o embargo a investidores russos abriu espaço a consórcios dos EUA (ex.: **BlueCo** no Chelsea), consolidando a influência na gestão do futebol inglês.

### Contexto

- Clubes com capital dos EUA incluem, entre outros: Arsenal (Kroenke Sports & Entertainment), Aston Villa (V Sports, capital egípcio e norte‑americano), Bournemouth (Bill Foley e co‑investidores), Chelsea (BlueCo), Crystal Palace (grupo liderado por Woody Johnson com Josh Harris e David Blitzer), Everton (The Friedkin Group), Fulham (Shahid Khan), Ipswich Town (Gamechanger 20/ORG), Leeds (49ers Enterprises), Liverpool (Fenway Sports Group) e Manchester United (família Glazer; Jim Ratcliffe minoritário).
- A atratividade comparativa decorre de: i) preços de entrada inferiores aos das ligas fechadas dos EUA; ii) possibilidade de **compra em divisões inferiores** com subida desportiva e incremento de receitas; iii) receitas previsíveis de media globais.

### Entre Linhas

- A proposta de criação da **Fifa Forward Enterprise (FFE)** com venda de participação minoritária a capital privado dos EUA gerou rejeição pública em Uefa, Concacaf e AFC (não confirmado o desfecho), indiciando disputa por controlo de fluxos comerciais globais do futebol.
