# Bundesliga avalia financiamento de €1.000 M com a Apollo, colateralizado por direitos televisivos

> Liga alemã discutiu em Nova Iorque um empréstimo a 20 anos, sem cedência de capital, que carece de aprovação de dois terços dos 36 clubes.

- Publicado: 2026-07-28 07:47
- Tags: Financas, Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Premier League, Bundesliga, Nova Iorque, Apollo Sports Capital, Borussia Dortmund, Bayern Munich, Dfl
- Fonte original: [The Athletic (Sebastian Stafford-Bloor)](https://www.nytimes.com/athletic/7472923/2026/07/27/germany-bundesliga-investment-proposal-apollo-sports/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/07/28/bundesliga-avalia-financiamento-de-euro1000-m-com-a-apollo-colateralizado-por-direitos-televisivos/

## O que aconteceu

A Bundesliga (organismo que gere as duas principais ligas profissionais alemãs, DFL até 2026) manteve em junho, em Nova Iorque, conversações com a norte‑americana Apollo Sports Capital para um **empréstimo de €1.000 M (US$1,1 mil M; £856 M)** a 20 anos, garantido pelos futuros direitos de **transmissão doméstica**. O plano não resulta de um **pedido de propostas (RFP)** e não prevê venda de participação acionista. Qualquer acordo exigirá voto favorável de **dois terços** dos 36 clubes das duas divisões.

### Por Que Importa

- Estrutura de dívida, não de capital: preserva o modelo **50+1**, evitando ingerência acionista externa e potencial conflito com adeptos.
- Colateral: penhorar receitas futuras de TV reduz flexibilidade orçamental e pode **encarecer financiamento** dos clubes/liga no médio prazo.
- Timing estratégico: após falhanços de 2023-24 com private equity, a liga procura liquidez para **marketing internacional, tours e infraestruturas** sem novo choque reputacional.
- Competitividade: fundos podem mitigar o fosso face à Premier League (direitos e mecenas), respondendo à **dominância desportiva do Bayern** e à estagnação do crescimento internacional.

### Contexto

- Em 2023, proposta de vender **12,5%** das receitas domésticas de TV por 20 anos por **€2.000 M (US$2,28 mil M)** foi rejeitada após protestos dos adeptos.
- Em dezembro de 2023, versão revista (venda de **8%** por **€1.000 M (US$1,14 mil M)**) passou em assembleia mas foi **abandonada em fevereiro de 2024** devido a protestos nacionais que interromperam jogos.
- A **regra 50+1** mantém o controlo nas mãos dos sócios, sustenta bilhética acessível e estádios cheios, mas limita a captação de capital externo.

### Entre Linhas

- Termos financeiros detalhados (taxa, cronograma de amortização, covenants) — **valores não divulgados**; garantias contra receitas domésticas podem impor **restrições a novas dívidas** (não confirmado).
- Destino dos fundos não está definido: poderá diferir dos planos anteriores (marketing central, internacionalização, infraestruturas) — **não confirmado**.

### E agora?

- Necessária maioria qualificada de 2/3; clubes pesarão custo da dívida vs. risco de novo **boicote dos adeptos**.
- A reação pública só deverá ganhar tração com a reabertura dos estádios no fim de agosto; comunicação transparente sobre **uso e governance** dos fundos será crítica para a aceitação.
