# WSL aponta a £140M em 2026-27, mas perdas disparam e dependência dos clubes masculinos persiste

> Liga feminina inglesa cresce 40% em 2024-25 e projecta £121M em 2025-26, porém o rácio salários/receitas ainda é elevado e o fosso entre clubes atinge 16:1.

- Publicado: 2026-07-13 08:51
- Tags: Financas, Inglaterra, Futebol Feminino, Liverpool Fc, Womens Super League, Chelsea Fc, Everton Fc, Arsenal Fc, Brighton And Hove Albion, Crystal Palace Fc, Manchester United Fc, Manchester City Fc, Aston Villa Fc, Kingsmeadow, Tottenham Hotspur Fc, West Ham United Fc, Deloitte Sports Business Group, Annual Review Of Football Finance
- Fonte original: [Palco23 / Deloitte Sports Business Group](https://palco23.mundodeportivo.com/competiciones/radiografia-financiera-de-la-womens-super-league-quien-gana-y-quien-pierde-dinero)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/07/13/wsl-aponta-a-pound140m-em-2026-27-mas-perdas-disparam-e-dependencia-dos-clubes-masculinos-persiste/

## O que aconteceu

A Women’s Super League (WSL), primeira divisão feminina em Inglaterra, gerou **£90 milhões (€105,3 milhões)** em 2024-25, quase +40% face ao ano anterior, segundo o Annual Review of Football Finance do Deloitte Sports Business Group. A Deloitte projeta **£121 milhões (€141,6 milhões)** em 2025-26 e **£140 milhões (€163,9 milhões)** em 2026-27. As receitas provêm de comercial (45%), consolidadas (27%), bilhética/matchday (16%) e direitos audiovisuais (11%). Apesar do crescimento, as perdas antes de impostos somaram **£42 milhões (€49,1 milhões)**, com o Chelsea a concentrar **£17 milhões (€19,9 milhões)** negativos, em parte pela compra do estádio Kingsmeadow.

### Por Que Importa

- Escala a caminho: a WSL caminha para **£140M** em negócio anual, tornando-se referência europeia em monetização do futebol feminino.
- Mix de receitas a mudar: o **comercial** poderá chegar a **50% em 2025-26** e **52% em 2026-27** (até **£73M**), reduzindo dependência relativa de bilhética e direitos.
- Sustentabilidade em teste: perdas agregadas sobem **53%**; apesar do rácio salários/receitas baixar para **76%** (de 81%), continua elevado para break-even.
- Dependência estrutural: cinco clubes registaram receitas intragrupo que somam **27%** da faturação total, sinal de apoio dos departamentos masculinos e de risco de **modelo ainda subsidiado**.

### Números

- Top receitas 2024-25: Arsenal **£21,5M**, Chelsea **£21,3M**; Man. United **£10,7M**; Man. City **£10,6M**.
- Receitas médias por clube: **£7,5M** (+£2,1M YoY); todos os 12 clubes acima de **£1M**.
- Fosso competitivo: razão **16:1** entre o clube com mais e menos receitas; top-4 gera **71%** do total (+5 p.p.).
- Massa salarial: **£68M** (+30%); gasto médio **£5,7M**; rácio salários/receitas **76%**.
- Excepções no crescimento: Everton (-7%, -£0,2M) e West Ham (-4%, -£0,1M).

### E agora?

- Novas regras económicas (2025-26): teto de custo salarial ligado a receitas do futebol feminino e salário mínimo, para disciplinar gastos e aproximar o **retorno do investimento (ROI)** de positivo.
- Expansão 2026-27: o alargamento exigirá **mecanismos redistributivos** e reforço de direitos e comercial para mitigar o desequilíbrio 16:1 e reduzir perdas recorrentes.
