# Desporto feminino acelera mudança de modelo: bilhética e direitos aproximam-se do topo

> Relatório MADHER aponta para mais de 3 mil milhões de dólares em 2026, com crescimento a três dígitos e maior equilíbrio entre receitas comerciais, de dia de jogo e direitos audiovisuais.

- Publicado: 2026-07-13 08:50
- Tags: Financas, Estados Unidos, Portugal, Futebol Feminino, Forbes, Espn, National Womens Soccer League, National Basketball Association, Cbs, Deloitte, Prime, Womens National Basketball Association, Scripps Sports, Madher
- Fonte original: [Palco23 / Mundo Deportivo (Andrés Tomás)](https://palco23.mundodeportivo.com/entorno/el-deporte-femenino-cambia-de-modelo-de-negocio-las-tres-claves-de-su-crecimiento)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/07/13/desporto-feminino-acelera-mudanca-de-modelo-bilhetica-e-direitos-aproximam-se-do-topo/

## O que aconteceu

O relatório “Liderança e Visibilidade no desporto feminino”, da MADHER, projeta que a indústria do desporto feminino ultrapasse **3.000 milhões de dólares** em faturação em 2026, após estimados **2.400 milhões em 2025** (Deloitte). As receitas comerciais poderão atingir **1.400 milhões de dólares** (45% do total) em 2026, enquanto a **bilhética/dia de jogo** sobe de **748 milhões (2025)** para **911 milhões (2026)**, cerca de 30%. Os **direitos audiovisuais** são estimados em **765 milhões de dólares em 2026** (+39% face a 2025), suportados por acordos como o da National Women’s Soccer League (NWSL) com CBS, ESPN, Prime e Scripps Sports, e o novo contrato da Women’s National Basketball Association (WNBA).

### Por Que Importa

- Maior **equilíbrio entre fontes de receita** (comercial, bilhética e transmissão) aproxima o desporto feminino do modelo económico do desporto masculino, sinal de **maturação do mercado**.
- O crescimento da **assistência em estádios/pavilhões** reduz a dependência da televisão e melhora **margens por adepto** (consumo no recinto, hospitalidade e experiências).
- A valorização dos **direitos audiovisuais** (ex.: NWSL multiplica por 40 o valor anual) cria **referências** para renegociações em ligas e clubes, elevando o **retorno do investimento (ROI)** de patrocinadores.
- Expansão do público do **adepto “casual exigente”** amplia a **audiência comercializável** e incentiva conteúdos de entretenimento desportivo (sportainment), abrindo novas linhas de receita.

### Números

- Faturação: **692 M$ (2022)** → **2.400 M$ (2025)** → **>3.000 M$ (2026)** (+340% vs 2022).
- Comercial: **1.400 M$ (2026)**, 45% do total.
- Bilhética/dia de jogo: **748 M$ (2025)** → **911 M$ (2026)**, 30% do total.
- Direitos audiovisuais: **551 M$ (2025)** → **765 M$ (2026)**, +39%.
- Desigualdade salarial: média global futebol feminino **10.900 $/ano**; nenhuma mulher no top-100 Forbes (2024); Coco Gauff **33 M$ (2025)**; n.º 1 do draft WNBA **76.000 $** vs **>10 M$** no draft NBA.

### Entre Linhas

- A aposta em experiências no recinto (concertos, ativações imersivas) visa **converter audiência digital em receita presencial** e **elevar o ticket médio**.
- Persistem **riscos de subinvestimento** em ligas com bases frágeis, o que pode travar a captura integral do crescimento projetado.
