# Crux quer separar clubes femininos dos masculinos e escalar portefólio até cinco equipas

> Bex Smith defende modelo multi-clube dedicado ao futebol feminino para acelerar receitas, patrocínios pan-europeus e valorização de ativos, começando com Montpellier e FC Rosengård.

- Publicado: 2026-07-07 08:46
- Tags: Futebol Feminino, Inglaterra, Estados Unidos, Champions League, Uefa, Fifa, Europa, Major League Soccer Mls, Franca, Montpellier, Londres, Futebol Feminino, Nova Zelandia, National Womens Soccer League Nwsl, Sportspro, Suecia, Montpellier Hsc Feminines, Crux Football, Womens Super League Wsl, Brentford, Liga Dos Campeoes Feminina, Sunderland, Statsbomb, Fc Rosengard, Saudi Pro League Spl, Sao Etienne
- Fonte original: [SportsPro (Sam Carp)](https://www.sportspro.com/features/finance-investment/womens-football-ownership-crux-football-bex-smith-montpellier-fc-rosengard/)
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## O que aconteceu

A Crux Football, cofundada em 2025 por Bex Smith, ex-internacional da Nova Zelândia e ex-responsável de competições do Mundial Feminino na FIFA, adquiriu o Montpellier HSC Féminines (França) e o FC Rosengård (Suécia) e planeia um portefólio de **cinco clubes**. A estratégia passa por retirar as equipas femininas da tutela direta dos departamentos masculinos, profissionalizar liderança comercial/marketing e operar como negócios autónomos. Smith participou no SportsPro London (abril) onde detalhou o plano e criticou regras da UEFA que limitam a propriedade multi-clube na Liga dos Campeões Feminina.

### Por Que Importa

- Modelo de negócio: clubes femininos na Europa continuam com **assistências e receitas modestas**; a Crux aposta em gestão dedicada para aumentar **bilhética, patrocínios e trading de jogadoras**.
- Comparável NWSL: a liga norte-americana viu a valorização média subir para **€161 M (US$184 M)** desde 2023, sinalizando que foco e recursos dedicados podem destravar valor.
- Receitas comerciais críticas: segundo a Deloitte, **72%** das receitas nos 15 maiores clubes femininos vêm do **comercial**; direitos de transmissão (emissões) têm ciclos longos e menor peso imediato.
- Escala para marcas: oferta de **patrocínio pan-europeu** no portefólio da Crux cria alcance e reduz risco para patrocinadores face a acordos clubísticos isolados.

### Números

- Valorização média na NWSL: **€161 M (US$184 M)**, +179% desde 2023.
- FC Rosengård: **14** títulos da liga sueca, ativo âncora para construção de marca e direitos locais.
- Montpellier: assistência em casa multiplicada por **5x** sob gestão Crux (base inicial baixa; valor exato não confirmado).

### Contexto

- A Crux avalia aquisições com critérios de infraestruturas, atratividade para adeptos e parceiros e "história" do clube; Inglaterra surge como mercado-alvo atrativo.
- Plataforma própria de tecnologia para **scouting e trading** (liderada por Ted Knutson, ex-StatsBomb/Brentford) já gera propostas por jogadoras acima do previsto, apontando o **mercado de transferências** como novo vetor de receita.

### Entre Linhas

- Regras da UEFA sobre propriedade multi-clube na Liga dos Campeões Feminina podem travar investimento; Smith defende **incentivos regulatórios** adaptados à fase de maturidade do feminino, sob pena de limitar capital e escala.
- A Crux lançou um coletivo de investidoras-jogadoras (inclui Abby Wambach e Leslie Osborne) para capital, governação e aconselhamento — uma alavanca de credibilidade e ligação a adeptos.

### E agora?

- Continuação da **captação de capital** e novas aquisições na Europa; foco em clubes subvalorizados onde a gestão dedicada possa acelerar **valorização de ativos** e **crescimento de receitas**.
- Medição de sucesso: evolução de **avaliações** dos clubes e consolidação de **patrocínios multi-mercado**; termos financeiros específicos das operações não divulgados.
