# Roma e Juventus correm para fechar o exercício; Inter, Napoli, Milan e Atalanta estáveis. Caso Como chega à UEFA em 2026/27

> Fecho de contas a 30 de junho expõe estratégias distintas: evitar vendas em baixa, gerir acordos com a UEFA e preparar multas e limites de custos de plantel.

- Publicado: 2026-07-01 08:15
- Tags: Financas, Inglaterra, Champions League, Uefa, Liga Dos Campeoes, Roma, Italia, Espanha, Serie A, Juventus, Laliga, Milao, Inter, Milan, Chelsea, Manchester United, Nyon, Liga Conferencia, Atalanta, Liga Europa, Uefa Europa Conference League, Napoli, Como, Bergamo, Napoles
- Fonte original: [Calcio e Finanza](https://www.calcioefinanza.it/2026/06/30/bilanci-club-30-giugno-roma-juventus-inter-milan/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/07/01/roma-e-juventus-correm-para-fechar-o-exercicio-inter-napoli-milan-e-atalanta-estaveis-caso-como-chega-a-uefa-em-202627/

## O que aconteceu

O dia 30 de junho marca o fecho formal da época 2025/26 e do exercício contabilístico para vários clubes da Serie A. Roma e Juventus avaliaram operações de última hora para cumprir metas de balanço e do Fair Play Financeiro da UEFA, enquanto Inter, Napoli, Milan e Atalanta fecharam o período com maior folga. O Como, recém-apurado para a Liga dos Campeões, só será monitorizado pela UEFA a partir de 2026/27.

### Por Que Importa

- Cumprimento do Fair Play Financeiro determina **multas, limites à inscrição de jogadores e restrições orçamentais**, com impacto direto na competitividade europeia.
- O fecho de exercícios condiciona a **geração de mais‑valias** e a gestão do **custo da plantel** (teto de 70% dos proveitos, regra da UEFA), afetando decisões de mercado e de salários.
- Clubes com acordos transacionados (settlement agreements) enfrentam **penalizações condicionais** e metas intermédias; falhas podem levar a exclusões das competições.
- A ausência da Liga dos Campeões reduz receitas de **transmissões, prémios UEFA e bilhética premium**, pressionando resultados e políticas de contratações.

### Contexto

- Roma: após sanção de **€6M** no último exercício, procura sair do acordo com a UEFA sem “vendas em saldo”, admitindo uma multa de **€10–12M** para encerrar o dossiê (decisão final da UEFA não confirmada).
- Juventus: discutiu-se a necessidade de **mais‑valia de €12–13M** (associada a Fabio Miretti), mas o novo CEO, Giovanni Carnevali, indicou **não haver urgência** em vender. O próximo acordo com a UEFA abrangerá 2023–2025; o exercício fechado a 30/6 entra só no monitorização seguinte.
- Inter e Napoli: cenário sólido. A Inter registou **primeiro lucro recente** e saiu do acordo com a UEFA; o Napoli, apesar de prejuízo em 2024/25, vinha de dois exercícios com lucros elevados.
- Milan: três lucros seguidos entre 2023–2025; 2026 ressentiu‑se da ausência da Champions, mitigada por mais‑valias; 2026/27 terá impacto atenuado pela Liga Europa. Cumpriu metas e saiu do acordo.
- Atalanta: **10 lucros consecutivos até 2025**; mesmo com Conference League, as vendas de **Ederson (Manchester United)** e **Palestra (Chelsea)** reforçarão o próximo exercício.

### Números

- Como: perdas de **€47M (2024)** e **€105M (2025)**; 2026 também negativo. Regra de **“football earnings”** permite défice agregado de **€5M**, ampliável até **€60M** se coberto por capital/entradas (com possível acréscimo de **€10M por exercício** mediante boa saúde financeira). O clube excederá estas margens e deverá assinar um acordo com a UEFA (multa e eventuais limites de plantel).
