# Capital estrangeiro abranda no desporto espanhol apesar de operações de elite

> Investimento direto cai 23,7% para 179,2 M€ em 2025, com retração no fitness e exceções como o Atlético de Madrid e o aluguer de artigos desportivos.

- Publicado: 2026-06-18 09:42
- Tags: Financas, Estados Unidos, Cvc, Italia, Portugal, Espanha, Atletico De Madrid, Laliga, Londres, Reino Unido, Colombia, Apollo Sports Capital, Jp Morgan, Laliga Ea Sports, Belgica, Jd Sports, Quantum Pacific Group, Chipre, Vivagym, Forus, Sprinter, Sport Zone, Movistar Team, Icex
- Fonte original: [2Playbook (Sport Business)](https://amp.marca.com/sport-business/2playbook/2026/06/18/frenazo-capital-extranjero-deporte-espanol.html)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/06/18/capital-estrangeiro-abranda-no-desporto-espanhol-apesar-de-operacoes-de-elite/

## O que aconteceu

A entrada de capital estrangeiro no desporto em Espanha recuou em 2025 para **179,2 M€** (−23,7% face a 2024), o nível mais baixo em seis anos excluindo o período da Covid-19, segundo dados governamentais compilados pela 2Playbook. O segmento de **atividades desportivas** (clubes fora da elite, gestoras de instalações e cadeias de fitness) caiu **57,3%**, para **99,2 M€**. Em contraciclo, o **aluguer de artigos desportivos e de lazer** disparou para **78,1 M€**. No topo, a época ficou marcada pela entrada da Apollo Sports Capital no **Atlético de Madrid**, assumindo **55%** e avaliando o clube em cerca de **2.500 M€** (inclui dívida).

### Por Que Importa

- Menor **fluxo de capital** pressiona projetos de expansão em fitness e infraestruturas, com impacto em emprego e rede de clubes e ginásios.
- Operações de elite, como no **Atlético de Madrid**, mostram que ativos com **marca global** continuam a atrair valorizações elevadas e financiamento para projetos imobiliários adjacentes.
- Mudança setorial: o **aluguer de equipamento** ganha tração, sugerindo procura por modelos de consumo flexíveis e **capex** (investimento em capital) mais leve para o utilizador final.
- Geografia do capital mantém-se **anglófona**: Reino Unido lidera com **108 M€**; os Estados Unidos desaceleram fortemente para **10,8 M€**.

### Números

- Atividades desportivas: **99,2 M€** em 2025 (−57,3%); em 2024 tinham acumulado **232,5 M€**.
- Gestoras de instalações: **>7 M€**; ginásios: **1,5 M€** (Icex).
- Retalho desportivo: **1,59 M€**, após pico de 2023 com o controlo total da **JD Sports** sobre Sprinter e Sport Zone.
- Aluguer de artigos desportivos e de lazer: **78,1 M€** (vs. **1,26 M€** em 2024).
- Atlético de Madrid: **55%** para Apollo Sports Capital; valorização ~**2.500 M€** (inclui dívida); projeto Cidade do Desporto: **>350 M€**.
- Top investidores 2025: Reino Unido **108 M€**; EUA **10,8 M€**; Chipre **10,4 M€**; Bélgica **9,7 M€**; Colômbia **6,3 M€**.

### Contexto

- O ciclo 2022–2024 foi impulsionado por operações estruturais (ex.: fundos **CVC** na LaLiga) e grandes transações no fitness (Providence–VivaGym, JP Morgan–Forus). Em 2025 não houve acordos equivalentes em escala.
- No ciclismo, a **Quantum Pacific Group** adquiriu **43%** do **Movistar Team**, reforçando competitividade no WorldTour.

### E agora?

- Expectativa de **seleção de ativos**: marcas de topo e projetos com receita diversificada (matchday, media, imobiliário) deverão continuar a captar capital.
- Segmentos com ticket médio menor (aluguer) podem absorver capital enquanto as grandes cadeias de fitness reequilibram balanços e custos de financiamento.
