# FIFA projeta mais de €2,3 mil milhões em patrocínios no ciclo 2023-2026 com o Mundial-2026 como alavanca

> Crescimento de 53,5% face ao ciclo anterior; política de estádios ‘limpos’ e sede na América do Norte reforçam atratividade para novas marcas

- Publicado: 2026-06-03 08:38
- Tags: Patrocinios, Estados Unidos, Fifa, Portugal, Espanha, Canada, Marrocos, Mexico, Los Angeles, Adidas, Dallas, Coca Cola, Visa, Hyundai Kia, Qatar Airways, Aramco, Lenovo, Budweiser, Mcdonalds, Mengniu Dairy, Unilever, Bank Of America, Lays, Verizon, Atlanta, Cryptocom, Wanda Group, Mercedes Benz, Qatarenergy, Adi Predictstreet, Frito Lay, American Airlines, Nova Iorquenova Jersia, Anheuser Busch
- Fonte original: [2Playbook (Patricia López)](https://www.2playbook.com/competiciones/mundial-2026-entresijos-mayor-negocio-fifa/plan-infantino-facturar-mas-2300-millones-dolares-via-patrocinio-mundial_22543_102.html)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/06/03/fifa-projeta-mais-de-euro23-mil-milhoes-em-patrocinios-no-ciclo-2023-2026-com-o-mundial-2026-como-alavanca/

## O que aconteceu

A FIFA prevê **2.693 milhões de dólares (≈2.313 milhões de euros)** em receitas comerciais (patrocínios e acordos de marketing) no ciclo **2023-2026**, impulsionadas pelo **Mundial de 2026** (48 seleções, 104 jogos) nos Estados Unidos, Canadá e México. É um **+53,5%** face a 2019-2022 e representa cerca de um quarto dos **11.000 milhões de dólares** estimados para o período. A federação mantém parceiros globais como Adidas, Coca-Cola, Hyundai‑Kia, Qatar Airways e Visa, e adiciona Aramco, Lenovo e a plataforma de previsões ADI Predictstreet; saem Wanda Group, Crypto.com e QatarEnergy. Entre patrocinadores regionais ganham peso marcas com foco na América do Norte, como Bank of America, American Airlines, Unilever, Lay’s (Frito‑Lay), Verizon, além de Budweiser, McDonald’s e Mengniu Dairy.

### Por Que Importa

- Receita comercial em aceleração: **patrocínios +53,5%** vs. **direitos audiovisuais +29,2%**, sugerindo diversificação e menor dependência da televisão.
- O formato expandido (48 equipas, 104 jogos) amplia inventário de patrocínio e **entrega mais exposições e ativações**, elevando o preço dos pacotes.
- A **política de “clean venues”** protege exclusividades e reduz risco de emboscadas publicitárias, preservando o **retorno do investimento (ROI)** dos patrocinadores.
- A escolha da América do Norte atrai grandes orçamentos de marcas locais, potenciando **ativação regional** e vendas B2C, com “efeito casa” para players como McDonald’s, Verizon e Bank of America.

### Contexto

- A FIFA continuará a neutralizar marcas não associadas: estádios com naming rights serão temporariamente renomeados (por exemplo, MetLife → “New York New Jersey Stadium”, SoFi → “Los Angeles Stadium”, AT&T → “Dallas Stadium”). Exceção: **Mercedes‑Benz Stadium (Atlanta)**, por limitações estruturais para cobrir a estrela do teto.
- Para 2027-2030 (Mundial em **Espanha, Portugal e Marrocos**), a FIFA orçamentou novo salto via patrocínio: **4.592 milhões de dólares (≈3.944 milhões de euros)**, **+59,3%** (não confirmado nos contratos, mas previsto em orçamento).

### Entre Linhas

- O reforço de controlo em perímetros e ativações reduz oportunidades para marcas não parceiras, mas pode **limitar receitas locais** de operadores de estádios e cidades-anfitriãs.
- A saída de Crypto.com e QatarEnergy indica **rearranjo de categorias** e maior dependência de tecnologia, consumo e serviços financeiros em mercados-chave.

### Números

- Receitas FIFA 2023-2026: **11.000 M$** totais; **2.693 M$** comerciais; televisão **+29,2%**; patrocinadores **+53,5%**.
- Mundial 2026: **48 seleções**, **104 jogos** (+24 vs. 2022).
- Próximo ciclo (orçamento): **4.592 M$** em patrocínios (não confirmado nos acordos).
