# Relatório aponta maior equilíbrio na TV do Brasileirão, mas alerta para dependência de apostas e vendas de jogadores

> Distribuição de direitos mais igualitária eleva piso para €15,8 M por clube, enquanto receitas comerciais atingem €527 M, com casas de apostas a representarem 34%

- Publicado: 2026-05-29 08:37
- Tags: Financas, Manchester City, Brasil, Palmeiras, Santos, Atletico Mg, Bahia, Gremio, Botafogo, Coritiba, Outfield, Vasco Da Gama, Internacional, Corinthians, Galapagos Capital, Athletico Pr, Serie B, 7k, Fortaleza, Anresf, Liga Do Futebol Brasileiro Libra, Sport, Campeonato Brasileiro Serie A, Viva Sorte Bet, Ceara, Futebol Forte Uniao Ffu, Convocados
- Fonte original: [Máquina do Esporte](https://maquinadoesporte.com.br/futebol/relatorio-convocados-ve-maior-equilibrio-financeiro-em-contrato-de-tv-mas-financas-preocupam/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/05/29/relatorio-aponta-maior-equilibrio-na-tv-do-brasileirao-mas-alerta-para-dependencia-de-apostas-e-vendas-de-jogadores/

## O que aconteceu

A 17.ª edição do Relatório Convocados, produzida pela Convocados com a Outfield e apoio da Galapagos Capital, analisou as contas dos 20 clubes da Série A do Brasil após os balanços de 2025. O documento destaca um novo modelo de distribuição de direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro (2025–2029) mais igualitário, com piso de **€15,8 M (R$ 93 M)** por clube em 2025, mas alerta para o aumento de custos, forte dependência de patrocínios de apostas e de vendas de jogadores para fechar o exercício.

### Por Que Importa

- Direitos de TV: o novo ciclo elevou o mínimo por clube para **€15,8 M (R$ 93 M)**, mais do que o dobro de 2024, reduzindo assimetrias e alterando o planeamento financeiro entre blocos como Libra e Futebol Forte União.
- Patrocínios: as receitas comerciais chegaram a **€527 M (R$ 3,1 B)**, com **€175 M (R$ 1,03 B)** oriundos de casas de apostas (34% da carteira), criando risco de concentração num setor volátil e regulado.
- Sustentabilidade: se o Sistema de Sustentabilidade Financeira (SSF) estivesse plenamente vigente em 2025, nove clubes seriam reprovados, com potenciais sanções como proibição de registos de jogadores (transfer ban), perda de pontos e rebaixamento administrativo.
- Operação deficitária: em 2025, custos e despesas atingiram **108% das receitas recorrentes**, evidenciando que a operação depende de **vendas de atletas** e prémios não recorrentes.

### Números

- Comerciais: **€527 M (R$ 3,1 B)**, +36% vs. 2024; apostas: **€175 M (R$ 1,03 B)**, +67%.
- Piso de TV 2025: **€15,8 M (R$ 93 M)** por clube; mínimo 2024: **€7,5 M (R$ 44 M)**.
- Matchday: sócio-torcedor rendeu **€149 M (R$ 877 M)** e bilheteira **€144 M (R$ 847 M)** em 2025; média de público: 25.542.

### Contexto

- A Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (Anresf) iniciou operações em 1 de janeiro de 2026 para monitorizar o SSF, com foco em obrigações fiscais, custos de plantel e endividamento. O equilíbrio operacional é o ponto mais crítico.
- Alguns clubes enfrentam saída de patrocinadores de apostas (ex.: Athletico-PR, Bahia, Coritiba, Grêmio, Internacional, Santos, Vasco). Bahia e Santos reentraram no segmento com valores inferiores; o Grêmio procura novo patrocínio principal noutros setores.

### Entre Linhas

- O impulso de 2025 beneficiou-se de receitas não recorrentes, como transferências e prémios (incluindo participação no Mundial de Clubes), o que **não garante previsibilidade**. O relatório recomenda reforçar **geração de caixa recorrente** e reduzir a exposição a fontes extraordinárias.
