# Quem manda na Segunda espanhola: mapa dos donos dos clubes

> Panorama atualizado da propriedade na Segunda División revela capital internacional crescente e modelos associativos ainda presentes.

- Publicado: 2026-05-29 08:38
- Tags: Financas, Estados Unidos, Portugal, Espanha, Laliga, China, Doha, Cadiz Cf, Mexico, Granada Cf, Deportivo De La Coruna, Cd Leganes, Cordoba Cf, Real Valladolid, Cultural Leonesa, Barem, Racing De Santander, Andorra, Catar, Ceuta, Ud Almeria, Fc Andorra, Burgos Cf, Cd Castellon, Ad Ceuta, Sd Eibar, Sd Huesca, Ud Las Palmas, Malaga Cf, Cd Mirandes, Real Sociedad B, Sporting De Gijon, Real Zaragoza, Skyline, Smc Group, Locos Por El Balon Sl, Sentimiento Albinegro, Aspire Academy, Daxian 2009 Sl, Wuhan Ddmc Football Club Management Co, Blue Crow Sports Group, Sebman Sports International, Olergi Sports, Ignite Sports, Grupo Costa, Grupo Arqa, Albacete Balompie, Abanca, Segunda Division De Espanha, Strive Sports And Entertainment Wll, Ben Oldman, Agora Inversiones Patrimoniales Sa, Amber Capital
- Fonte original: [AS](https://as.com/futbol/fotorrelato/estos-son-los-duenos-de-los-equipos-de-segunda-division-f202605-f/?outputType=amp)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/05/29/quem-manda-na-segunda-espanhola-mapa-dos-donos-dos-clubes/

## O que aconteceu

Um levantamento recente mapeou os atuais proprietários dos clubes da Segunda División de Espanha. O quadro mostra uma mistura de capital estrangeiro (Estados Unidos, Médio Oriente, China e América Latina), investidores locais e estruturas associativas, com casos sob administração judicial e participações dispersas por decisão estatutária.

### Por Que Importa

- A entrada de capital internacional reforça a **capacidade de investimento** em plantéis e infraestruturas, mas aumenta a exposição a ciclos económicos externos.
- Modelos de propriedade dispersa (ex.: sócios ou limites estatutários) preservam **governação local** e reduzem risco de captura, mas podem limitar rapidez de decisão e injeções de capital.
- Fundos e grupos multiclube (ex.: Ignite Sports, Blue Crow, Olergi Sports) sinalizam **estratégias de portefólio**, potenciando sinergias de scouting e negociação, mas levantam questões de **regulação de conflitos de interesse**.
- Situações especiais (administração judicial, participações via bancos/fundos) condicionam **financiamento, compliance e licenciamento** para promoções à LaLiga.

### Números

- Propriedade estrangeira destacada: Albacete (SkyLine – Georges Kabchi), Almería (SMC Group – Mohamed Al-Khereiji), Andorra (Gerard Piqué 90% + Grupo Cierco 10%), Burgos (Marcelo Fígoli), Cádiz (Locos por el Balón + Ben Harburg), Castellón (Bob Voulgaris 96%), Córdoba (Strive Sports & Entertainment, do príncipe Shaikh Nasser bin Hamad Al Khalifa), Deportivo (Abanca, 99,99%), Granada (Daxian 2009 sob Wuhan DDMC), Huesca (Grupo Costa + Grupo Arqa, 96%), Las Palmas (Miguel Ángel Ramírez), Leganés (Blue Crow Sports Group – Jeff Luhnow), Málaga (Abdullah ben Nasser Al Thani; sob administração judicial), Mirandés (diretivos e sócios), Racing (Sebastián Ceria + Manolo Higuera via Sebman Sports International), Real Sociedad B (limite de 2% por acionista), Sporting de Gijón (Olergi Sports; também dono de Santos e Atlas FC), Real Valladolid (Ignite Sports – Gabriel Solares + Ben Oldman + Ágora e minoritários), Real Zaragoza (consórcio liderado por Jorge Mas, Pablo Jiménez de Parga e Amber Capital).

### Entre Linhas

- A presença de bancos e fundos (ex.: Abanca, Amber Capital) indica **financeirização** crescente do futebol de acesso à elite, com foco em valorização de ativos e retorno do investimento (ROI).
- Clubes com governação por sócios ou limites a participações (Eibar, Real Sociedad B) mantêm **baixa exposição reputacional**, fator atrativo para patrocinadores locais.
