# Championship aprova novo limite de custos de plantel com teto de 85% das receitas

> Segunda liga inglesa substitui o modelo de rentabilidade e sustentabilidade por regras de rácio de custos de plantel; permitem injeções dos donos até €37,8 M em três anos.

- Publicado: 2026-05-18 09:02
- Tags: Financas, Inglaterra, Premier League, Uefa, Futebol Feminino, League One, Sheffield Wednesday, Birmingham City, Championship, Leicester City, Reading, Derby County, League Two
- Fonte original: [The Athletic (via Matt Slater)](https://www.nytimes.com/athletic/7281738/2026/05/15/championship-psr-scr-financial-rules/)
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## O que aconteceu

Os clubes da Championship (2.ª divisão inglesa) aprovaram a adoção, já na próxima época, de um regime de rácio de custos de plantel (SCR) que limita a despesa com a equipa principal a **85% das receitas**. A medida substitui as regras de rentabilidade e sustentabilidade (PSR) em vigor desde 2017. A votação terminou com 20 clubes a favor e 4 contra. O modelo alinha-se com a Premier League, mas com uma diferença: os proprietários poderão injetar até **€37,8 M (£33 M) em três anos**, com um máximo de **€17,2 M (£15 M)** por época.

### Por Que Importa

- Controlo de custos mais previsível: o SCR foca a **massa salarial + amortizações + comissões**, reduzindo risco de sanções retroativas e facilitando planeamento de **transferências e salários**.
- Monitorização em tempo real: o novo enquadramento permite supervisão durante a época, mitigando quebras de **fair play financeiro** e protegendo a integridade competitiva.
- Vantagem para clubes com maiores receitas: o teto em percentagem pode **acentuar assimetrias** entre emblemas com bases de receitas muito diferentes, afetando competitividade e valores de mercado de jogadores.
- Alinhamento regulatório: aproximação a Premier League e à prática da UEFA pode **simplificar negociações de patrocínio e direitos**, reduzindo incerteza regulatória para investidores.

### Contexto

- O PSR limitava perdas acumuladas a **£39 M** em três épocas, excluindo custos com comunidade, infraestruturas, futebol feminino e formação. Houve deduções de pontos a Birmingham City, Derby County, Leicester City, Reading e Sheffield Wednesday ao longo de nove anos.
- A UEFA usa SCR desde 2022. Na Premier League, a adoção dividiu os clubes (14/20 a favor), refletindo receios de enviesamento para quem tem **maiores receitas comerciais e de bilhética**.

### Números

- Teto de despesa: **85%** das receitas (salários do plantel e equipa técnica + amortizações + comissões de agentes).
- Injeções dos donos (Championship): até **€37,8 M (£33 M)**/3 anos; máximo **€17,2 M (£15 M)**/época.
- League One: teto salarial desce de **60% para 50%** do volume de negócios; "custos do treinador" passam a contar. Clubes recém‑despromovidos: limite baixa de **75% para 65%**.
- Injeções na League One: apenas **50%** do capital pode ir para salários (ex.: €1 M → €0,5 M). A League Two manteve o modelo "escalonado" anterior.

### E agora?

- Clubes com receitas mais baixas terão de **aumentar faturação** (bilhética, patrocínios, comercial) ou reduzir custos para cumprir o rácio.
- Expectável maior disciplina em **comissões e estruturas de transferências** (amortizações), com impacto nos prazos e bónus dos negócios.
- O mercado de verão poderá ver **mais saídas** para ajustar rácios antes do fecho das contas em tempo real.
