# Atrasos nos reembolsos da revenda de bilhetes do Mundial 2026 geram queixas contra a FIFA

> A FIFA está a ultrapassar o prazo de 60 dias previsto nos seus próprios termos para pagar vendedores na plataforma oficial de revenda, afetando o planeamento financeiro de adeptos.

- Publicado: 2026-05-12 08:41
- Tags: Financas, Estados Unidos, Fifa, Canada, Kansas City, Argentina, The Athletic, Florida, America Do Norte, Texas, Toronto, Better Business Bureau, Federal Trade Commission
- Fonte original: [The Athletic (via The New York Times)](https://www.nytimes.com/athletic/7270546/2026/05/11/world-cup-fans-ticket-resale-fifa-payment-complaint/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/05/12/atrasos-nos-reembolsos-da-revenda-de-bilhetes-do-mundial-2026-geram-queixas-contra-a-fifa/

## O que aconteceu

Adeptos que revenderam bilhetes para o Mundial de 2026 através do mercado oficial da FIFA reportam atrasos de **meses** no recebimento, apesar de a federação reter **15%** de comissão ao comprador e ao vendedor. Os Termos de Transferência e Revenda preveem pagamento até **60 dias** após a compra pelo novo titular, mas vários casos no Canadá e nos Estados Unidos relatam esperas superiores a 100 dias. A FIFA atribui os atrasos a casos “mais complexos” e a verificações adicionais de dados bancários.

### Por Que Importa

- Fluxo de caixa dos adeptos: atrasos forçam alguns vendedores a **financiar antecipadamente** novas compras, alterando o seu orçamento para assistir a jogos de alto valor (ex.: Argentina).
- Reputação e confiança: incumprimentos face aos próprios termos da FIFA podem **erosionar a confiança** na plataforma oficial e desviar transações para mercados secundários não oficiais.
- Comissões e experiência do utilizador: com **30%** de comissões combinadas (15%+15%), a expectativa de serviço e pagamento atempado aumenta; atrasos prolongados levantam questões de **qualidade de atendimento** e conformidade.
- Risco regulatório: queixas a entidades de defesa do consumidor (EUA e Canadá) podem desencadear **escrutínio legal** sobre prazos, comunicação e tratamento de fundos.

### Contexto

- A FIFA afirma que, quando o valor devido excede o montante original pago no cartão, necessita de **transferência bancária** por regras de esquemas de pagamento e de prevenção de fraude e branqueamento de capitais.
- Os termos indicam que o revendedor **não tem direito a juros** sobre fundos detidos antes do pagamento, o que agrava o impacto financeiro de atrasos prolongados.

### Entre Linhas

- Comunicação inconsistente (emails padronizados, prazos repetidamente adiados) sugere **capacidade operacional limitada** ou processos de compliance mais lentos do que o previsto à escala do Mundial 2026 em três países.
- A ausência de explicação sobre **gestão de tesouraria** dos montantes retidos antes de pagar aos revendedores pode alimentar perceções negativas, apesar de a FIFA referir operar segundo os termos aplicáveis.

### E agora?

- Expectativa de maior **transparência** em prazos e métodos de pagamento, sob pena de migração de utilizadores para plataformas alternativas.
- Potencial atualização dos **FAQ** e reforço de equipas de suporte para o pico de transações à medida que se aproximam as datas do torneio.
