# Ceferin trava multipropriedade, mas admite capital de fundos na UEFA e elogia aposta no feminino

> Presidente da UEFA defende integridade competitiva, critica calendário inflacionado e vê o futebol feminino como investimento; Serie A acelera cessão internacional dos direitos de TV a fundos.

- Publicado: 2026-04-27 08:47
- Tags: Industria, Alemanha, Estados Unidos, Champions League, Uefa, Europa, Italia, Serie A, Atletico De Madrid, Futebol Feminino, Apollo Sports Capital, Cvc Capital Partners, Apollo Global Management, Uefa Champions League, Ares Management, Sixth Street, Riyadh Air, Riade, Juventus Fc
- Fonte original: [Palco23 (Mundo Deportivo) / Andrés Tomás](https://palco23.mundodeportivo.com/competiciones/el-presidente-de-la-uefa-rechaza-la-multipropiedad-pero-abre-la-puerta-a-los-fondos-de-inversion)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/04/27/ceferin-trava-multipropriedade-mas-admite-capital-de-fundos-na-uefa-e-elogia-aposta-no-feminino/

## O que aconteceu

Aleksander Ceferin, presidente da UEFA, afirmou no evento The Forum, em Riade, que a multipropriedade de clubes é incompatível com a integridade das competições europeias, recusando a presença de um mesmo proprietário com vários emblemas na Liga dos Campeões. Em paralelo, abriu a porta à entrada de fundos de investimento no ecossistema do futebol europeu. Comentou ainda o calendário sobrecarregado e classificou a atual operação no futebol feminino como investimento, apesar de perdas operacionais. Em Itália, a Serie A prepara a cessão dos direitos de televisão internacionais a investidores institucionais.

### Por Que Importa

- Integridade e regulação: a rejeição da **multipropriedade** protege a confiança dos adeptos e reduz riscos de conflito de interesses que podem afetar receitas de bilhética, patrocínios e valor dos direitos.
- Capital institucional: a abertura a **fundos de investimento** amplia o acesso a financiamento para ligas e clubes, potencialmente reduzindo o custo de capital e acelerando projetos de infraestruturas e media.
- Calendário e receitas: Ceferin expôs o trade-off entre menos jogos e sustentabilidade financeira; mais jogos alimentam direitos de transmissão e patrocinadores, mas podem saturar a audiência e elevar custos desportivos.
- Feminino como tese de crescimento: perdas atuais no futebol feminino são tratadas como **investimento com retorno esperado**, sustentando futuras valorizações de direitos, patrocínios e vendas de bilhetes.

### Contexto

- A Serie A procura investidores para um acordo de **cessão dos direitos internacionais** de TV, retomando uma ideia falhada em 2020-2021, então travada pela turbulência da Superliga envolvendo a Juventus FC.
- Entre os interessados estão grandes gestoras de capital de risco: Apollo Global Management, CVC Capital Partners, Ares Management e Sixth Street (valores não divulgados).

### Entre Linhas

- O sinal político da UEFA contra a multipropriedade pode forçar reestruturações de carteiras de investidores multi-clube e influenciar avaliações de ativos.
- A referência à “saturação” do calendário sugere necessidade de **modelo** coordenado entre ligas, federações e clubes para preservar retorno do investimento (ROI) sem erosão da audiência.

### E agora?

- Serie A prevê iniciar a cessão dos direitos internacionais no final de abril (data exata não confirmada), podendo criar **referência** para outras ligas europeias.
- Monitorizar métricas do feminino na próxima competição na Alemanha: ocupação, receitas de TV e patrocínios serão indicadores-chave do caminho para a rentabilidade.
