# HBL aposta em crescimento “fan-first” com Lidl Final4 e estreia de piso em vidro

> Evento do Taça Alemã de Andebol já gera €4–5 milhões e esgota desde 2004; Liga investe em inovação sem afastar famílias, enquanto redefine patrocínio-título após Daikin

- Publicado: 2026-04-20 09:08
- Tags: Industria, Alemanha, Bundesliga, Portugal, Nba, Fiba, National Football League Nfl, Sky, Ard, Vodafone, Colonia, Lidl, Hamburgo, Deutsche Fussball Liga Dfl, Deutscher Handballbund Dhb, Uniao Europeia De Radiodifusao Uer, Dyn Media, Tbv Lemgo Lippe, Fuchse Berlin, Handball Bundesliga Hbl, Rhein Neckar Lowen, Sc Magdeburg, Schwarz Gruppe, Asb Glassfloor, Daikin, Opel, Liqui Moly, Dkb, Lanxess Arena, Barclays Arena
- Fonte original: [kicker](https://www.kicker.de/der-super-bowl-des-handballs-und-die-wachstumsplaene-der-hbl-1210446/artikel)
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## O que aconteceu

A Handball-Bundesliga (HBL) consolidou o Lidl Final4, fim‑de‑semana da Taça do DHB, como evento premium: desde 2004 esgota bilheteira, mesmo após a mudança em 2023 para a Lanxess-Arena, em Colónia (~20.000 lugares). Em 2024, a receita total ronda **€4–5 milhões** (kicker), com bilheteira a representar mais de metade. A edição marca a estreia de um **piso de vidro LED** (ASB GlassFloor), cofinanciado pelo patrocinador‑naming Lidl/Schwarz Gruppe. As transmissões decorrem via Dyn Media (plataforma de transmissão online) e, por sublicenciamento, na ARD.

### Por Que Importa

- Modelo de receitas equilibrado: **bilheteira >50%** e patrocínios como outro pilar; direitos audiovisuais contam “por cima”, dentro do pacote Dyn, reforçando margens do evento.
- Inovação com controlo regulatório: o piso LED viabiliza novos inventários publicitários, mas a **regra HBL/União Europeia de Radiodifusão (UER)** limita animações durante o jogo, protegendo experiência e emissão.
- Estratégia de preços sociais: categorias mantidas ou com aumentos moderados (ex.: +€10 no topo; **3.000 bilhetes entre €59–€74** para os quatro jogos), visando **amplitude de público** apesar de custos operacionais que “duplicaram”.
- Patrocínio‑título em transição: saída da **Daikin** após 2025/26 e negociação com **Opel** (anúncio não confirmado) indicam valorização do naming; excesso de procura levou a **inventário esgotado** no Final4.

### Números

- Receita do evento: **€4–5 M**; lucro “de milhões” para Liga e clubes (valores exactos não divulgados).
- Assistência HBL 2024/25: **1,7 M** espectadores (recorde).
- Interesse na Alemanha (AWA): **27,72 M** interessados em andebol; **+14%** desde 2016; 9,15 M “muito interessados”.
- Audiências TV do Final4 (média 4 anos): **29,1 M** cumuladas; finais com ~**1,3 M** em média; pico **2,2 M** (ARD, 2023) e quota **11,6%**.

### Contexto

- Comparação “Super Bowl do andebol” cunhada por Christian Seifert (Dyn, ex‑DFL) foi adoptada pela HBL, mas Liga rejeita **hiper‑comercialização**: “o desporto fica no centro”, diz o CEO Frank Bohmann.
- Regulatório: publicidade no piso não pode distrair do jogo nem ser fluorescente/3D/móvel; **animações limitadas a pré‑jogo e intervalo**; durante o jogo, marcas apenas em **inserções estáticas**.

### E agora?

- Naming: confirmação e valor do acordo com **Opel** permanecem em aberto (não confirmado); HBL procura manter **Daikin** como parceira noutro nível após 2026.
- Monetização do piso LED: potencial para **novos formatos premium** fora do tempo de jogo, sem penalizar a transmissão.
- Preços vs. custos: com procura capaz de esgotar a arena duas vezes, a Liga testa **elasticidade de preço** preservando posicionamento “familiar”.
