# Premier League cresce para €9,55 mil M, mas fecha 2024/25 com prejuízo agregado de €892 M

> Receitas sobem 5%, custos disparam 13% e superam faturação em 6%. Chelsea lidera perdas; Newcastle destaca-se no lucro.

- Publicado: 2026-04-17 09:04
- Tags: Financas, Inglaterra, Premier League, Liverpool, Italia, Newcastle United, Manchester City, Serie A, Tottenham Hotspur, Chelsea, Nottingham Forest, Manchester United, Aston Villa, Wolverhampton Wanderers, Everton, Arsenal, Fulham, Ipswich Town, West Ham United, Brentford, Crystal Palace, Leicester City, Afc Bournemouth, Southampton, Brighton And Hove Albion, Rc Strasbourg Alsace, 22 Holdco Ltd
- Fonte original: [Calcio e Finanza](https://www.calcioefinanza.it/2026/04/16/bilanci-premier-league-2025-ricavi-rosso/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/04/17/premier-league-cresce-para-euro955-mil-m-mas-fecha-202425-com-prejuizo-agregado-de-euro892-m/

## O que aconteceu

A Premier League encerrou 2024/25 com receitas agregadas de **€9,55 mil milhões** (+5%), mas custos de **€10,13 mil milhões** (+13%), gerando um prejuízo líquido conjunto de **€892 milhões**. A pressão vem sobretudo de custos operacionais e amortizações de passes, com o rácio custos/receitas a ultrapassar **100% (106%)**. Comercial cresce, direitos audiovisuais abrandam; gestão de jogadores recua.

### Por Que Importa

- Sustentabilidade em risco: entre **salários (€5,14 mil M)** e **amortizações (€2,60 mil M)** consome‑se **81%** das receitas, reduzindo margem para investimento e compliance regulatório.
- Menor dependência de transferências: queda de **-16%** na gestão de jogadores pressiona caixa e lucros extraordinários, aumentando a sensibilidade a receitas recorrentes (media, bilhética e patrocínios).
- Direitos em maturidade: audiovisuais sobem **+3%** e valem **41%** do total, sinal de ciclo de **transmissão/emissão** mais estável e com menor efeito de alavanca no curto prazo.
- Risco competitivo: polarização acentua‑se — topo expande receitas comerciais (+14%), meio‑tabela continua dependente da distribuição central.

### Números

- Mix de receitas: comerciais **€2,76 mil M** (+14, 29%), bilhética **€1,22 mil M** (+15, 13%), audiovisuais **€3,93 mil M** (+3, 41%), gestão de jogadores **€1,13 mil M** (-16, 12%), outros **€0,50 mil M** (+30, 5%).
- Custos: pessoal **€5,14 mil M** (+9, 51%), outros operacionais **€2,39 mil M** (+24, 24%), amortizações e imparidades **€2,60 mil M** (+13, 26%).
- Rentabilidade: **EBITDA €2,01 mil M** (-16%), **EBIT -€587 M**, **resultado líquido -€892 M** (vs. -€205 M em 2023/24).
- Top receitas clubes: Man. City **€926,5 M**, Arsenal **€903,2 M**, Liverpool **€899,3 M**, Man. United **€836,6 M**; oito clubes acima de **€500 M**.
- Resultados líquidos (seleção): Newcastle **+€40,6 M**, Aston Villa **+€19,9 M**; Tottenham **-€110,7 M**, West Ham **-€121,2 M**, Chelsea **-€307,2 M**.

### Entre Linhas

- A holding 22 Holdco Ltd (Chelsea) acumula prejuízos quase **€800 M** em 2025 e cerca de **€2 mil M** em três anos, refletindo risco de grupo multi‑clube e investimento intensivo (detalhes adicionais não confirmados nos dados públicos).
- Face de referência: clubes da Serie A italiana queimam **74%** das receitas em salários+amortizações (vs. 81% na Premier), sugerindo pressão salarial e de depreciações superior em Inglaterra.

### E agora?

- Expectável reforço de disciplina financeira (regras de sustentabilidade e controlo de custos), renegociação de patrocínios globais e foco em monetização de adepto internacional para ampliar **receitas comerciais**.
- Clubes com estádios modernizados e propriedade comercial ativa (naming, hospitalidade) têm vantagem para aliviar a dependência de audiovisuais e volatilidade de transferências.
