# Premier League acelera corrida a novos patrocinadores de camisola após saída do jogo online

> Com a proibição dos casinos e apostas a partir de 2026/27, clubes enfrentam vagas por preencher e receitas em risco; tecnologia, luxo e retalho surgem como candidatos.

- Publicado: 2026-04-08 08:04
- Tags: Patrocinios, Inglaterra, Premier League, Europa, Portugal, China, Reino Unido, Chelsea, Netflix, Birmingham City, Everton, Burnley, Fulham, Efl Championship, Norwich City, Brentford, Bournemouth, Undefeated, Indeed, Vitality, Gucci, Byd, Cmc Markets, Ifsai, Omoda, Blakely, Classic Football Shirts, Dior, Moncler
- Fonte original: [City A.M. (Matt Hardy)](https://www.cityam.com/gucci-byd-netflix-who-replaces-gambling-on-premier-league-shirts/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/04/08/premier-league-acelera-corrida-a-novos-patrocinadores-de-camisola-apos-saida-do-jogo-online/

## O que aconteceu

A partir de 2026/27, os clubes da Premier League vão deixar de ter marcas de apostas e casinos na frente da camisola, fruto de uma proibição voluntária aprovada em 2023. Metade das equipas ainda exibem esse tipo de patrocínio esta época. Até agora, só o Bournemouth oficializou um substituto: a Vitality (patrocinador do estádio) migra para a frente da camisola, em termos revistos em baixa. Há relatos de movimentos como a Indeed passar do equipamento de treino do Brentford para a camisola principal, e a CMC Markets avaliar acordos com Everton e Fulham (não confirmado). O Chelsea iniciou épocas recentes sem patrocinador frontal antes de fechar com a IFS.ai, que mantém parceria global mas não garante presença frontal em 2026/27.

### Por Que Importa

- Receita em risco: a frente da camisola é um dos ativos comerciais de maior **exposição global e retorno do investimento (ROI)**; a saída do jogo online reduz a procura e pressiona preços.
- Reprecificação do mercado: menos concorrentes “tradicionais” aumenta a dependência de novos setores; primeiros acordos já surgem com **valores revistos em baixa** (caso Vitality).
- Mudança de mix setorial: tecnologia (inteligência artificial e cibersegurança), plataformas de negociação e **marcas chinesas de automóveis** (BYD, Omoda) estão a sondar espaços.
- Oportunidade de reposicionamento: consultores defendem aposta em **luxo e entretenimento** (ex.: Gucci, Netflix) para tratar os clubes como plataformas de entretenimento com maior apelo geracional e internacional.

### Contexto

- A decisão da liga “retira” um conjunto de marcas com forte capacidade de gasto, alterando a **oferta/procura** e empurrando clubes para carteiras de patrocinadores com foco B2B e segmentos premium.
- Exemplos no escalão secundário ilustram alternativas no retalho: Birmingham (Undefeated), Norwich (Blakely) e Burnley (Classic Football Shirts).

### Entre Linhas

- O timing é crítico: várias camisolas poderão chegar ao início de 2026/27 sem marca frontal, o que afecta **planeamento comercial, cash flow** e negociações com parceiros secundários.
- A tendência “Blokecore” e a visibilidade de jogadores em moda (Cole Palmer, Bukayo Saka, Erling Haaland) reforçam a ponte com **luxo e lifestyle**, potencialmente elevando CPMs (custo por mil) e ativação fora do dia de jogo.

### E agora?

- Clubes devem alargar a prospeção a **IA, cibersegurança, automóvel elétrico, retalho moda/desporto** e entretenimento, com pacotes que combinem **transmissão online** (plataformas de transmissão online), social e conteúdos proprietários.
- Estruturar propostas por dados de audiência e segmentação demográfica para defender preço após a saída do jogo online; acordos “ponte” de 1 época podem mitigar risco até estabilizar o mercado.
