# Crise dos direitos televisivos e estádio abortado empurram Montpellier a abrir capital

> Receitas de TV encolheram de cerca de 30 M€ para 7–8 M€ em seis anos; projeto de novo estádio foi abandonado e clube admite entrada de investidores.

- Publicado: 2026-04-08 07:52
- Tags: Financas, Franca, Montpellier, Ligue1, Ligue 1, Liga De Futebol Profissional Lfp, Mediapro, Canal, Rc Lens, La Mosson, Cambaceres, Herault, Montpellier Herault Sc
- Fonte original: [Midi Libre](https://www.midilibre.fr/2026/04/08/faillite-des-droits-tv-echec-du-nouveau-stade-ces-boulets-qui-ont-contribue-a-plomber-le-mhsc-13314107.php)
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## O que aconteceu

- O Montpellier Hérault SC (MHSC) foi fortemente atingido pela queda dos direitos de transmissão televisiva do futebol francês desde 2020 e pelo abandono do novo estádio Louis-Nicollin, substituído por uma renovação de La Mosson (decidida em outubro de 2025). Sem essas alavancas, o presidente Laurent Nicollin admitiu na última semana a necessidade de abrir o capital. Em paralelo, vendas de jogadores - como Elye Wahi (30 M€ para o Lens)- serviram para tapar buracos orçamentais.

### Por Que Importa

- Receitas de direitos televisivos do MHSC caíram de **29,5 M€ (2019)** para **7–8 M€ (2025)**, comprimindo de forma estrutural o orçamento e a massa salarial.
- O colapso do contrato da Mediapro (1,15 mil milhões €/ano previstos 2020-24) e a renegociação para cerca de **500 M€ por época** reduziu a liquidez em toda a Ligue 1, penalizando clubes médios com menor diversificação de receitas.
- Falhado o novo estádio, o MHSC perde potencial de aumentar receitas de dia de jogo, hospitalidade e patrocínios locais; Nicollin estima um impacto anual adicional de **10–20 M€** face ao cenário com nova arena.
- A abertura do capital surge como via para recapitalização, redução de risco familiar e financiamento da transição enquanto se aguarda um novo ciclo de direitos de TV (termos futuros não confirmados).

### Contexto

- Em 2020, a Liga de Futebol Profissional (LFP) rompeu com o parceiro histórico Canal+ ao apostar na Mediapro; a rescisão da Mediapro em outubro de 2020 precipitou a quebra de preços e incerteza contratual.
- Politicamente, Montpellier alternou posições sobre o estádio: suspensão do projeto em Cambacérès (2020) e, depois, decisão de **renovar La Mosson** sob a presidência camarária de Michaël Delafosse.

### Números

- Direitos de TV MHSC: **29,5 M€ (2019)** → **7–8 M€ (2025)**.
- Transferência de Elye Wahi: **30 M€** (para o RC Lens), maior venda do clube.
- Perda anual estimada sem novo estádio: **10–20 M€** (estimativa de Laurent Nicollin).
- Direitos TV nacionais: de **1,15 mil milhões €/ano** (acordo Mediapro, falhado) para cerca de **500 M€/época**.

### E agora?

- O clube prepara **abertura do capital** para estabilizar tesouraria e mitigar risco operacional; detalhes de avaliação e percentagem a vender (não confirmados).
- A renovação de La Mosson poderá melhorar experiência e receitas no médio prazo, mas sem o salto de monetização típico de uma arena nova.
