# CBF quer valorizar o Brasileirão antes de discutir partilha de receitas

> Entidade conduz reunião com clubes das Séries A e B para preparar liga unificada; prioridade é elevar qualidade do “produto” até às negociações de direitos a partir de 2030.

- Publicado: 2026-04-07 09:28
- Tags: Industria, Inglaterra, Alemanha, Premier League, Bundesliga, Espanha, Laliga, Rio De Janeiro, Cbf, Brasileirao Serie A, Mirassol, Chapecoense, Brasileirao Serie B, Hotel Hilton, Sport Media, Futebol Forte Uniao, Saf
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## O que aconteceu

A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reuniu, no Rio de Janeiro, representantes de 38 dos 40 clubes das Séries A e B para iniciar o desenho de uma liga unificada do Brasileirão. A direção, liderada por Samir Xaud, defendeu primeiro **melhorar a qualidade do campeonato** — relvados, arbitragem, infraestrutura, transmissão e segurança — e só depois discutir a **divisão de receitas** do próximo ciclo de direitos, com horizonte em 2030.

### Por Que Importa

- A CBF pretende **aumentar o valor comercial** do Brasileirão antes de negociar o pacote de direitos, visando melhores contratos de transmissão e patrocínios no ciclo a partir de 2030.
- O enfoque em **segurança e experiência no estádio** (74% dos inquiridos temem levar a família, segundo estudo encomendado pela CBF) impacta bilhética, hospitalidade e ativação de marcas.
- A governança financeira é crítica: apesar do **crescimento das receitas**, os clubes aumentaram despesas em **147% (2022–2024)**, pressionando margens e sustentabilidade.
- A CBF quer atuar como **mediadora**, evitando imposições unilaterais para ganhar adesão dos clubes — ponto sensível para a futura **partilha de receitas** e centralização de direitos.

### Números

- Tempo útil de jogo: **51 minutos por partida**, o pior entre as grandes ligas analisadas.
- Perceção de risco: **74%** dos adeptos entrevistados temem ir ao estádio com a família.
- Despesas dos clubes: **+147% (2022–2024)**, superando o crescimento das receitas.
- Contratações: **+55%** nos gastos com jogadores.
- Dívida líquida acumulada: cerca de **€2,52 mil M (R$ 15 mil M)**.

### Contexto

- Impulso recente de receitas por: patrocínios de **casas de apostas**, investimentos em **Sociedades Anónimas do Futebol (SAF)** e **adiantamentos comerciais e de media** pela Sport Media no âmbito do **Futebol Forte União (FFU)**.
- Comparação desfavorável face a **Premier League, LaLiga e Bundesliga** em produto televisivo, infraestruturas e retenção de talento.

### E agora?

- 2026: foco em diagnóstico e propostas para elevar o produto (maio–julho: recolha; agosto–setembro: apresentação/ajustes; outubro–dezembro: outras frentes).
- Fase seguinte (não confirmado): **comercialização de direitos** sem fechar já a partilha. Discussão sobre **modelo de divisão** deverá ocorrer até ao 1.º semestre de 2027, alinhada ao arranque das negociações do ciclo de 2030.
