# Estudo indica que plataformas de transmissão online já superam televisão em sinal aberto em Itália e Espanha

> Inquérito global da Altman Solon mostra viragem do consumo desportivo para digital; streamers privilegiam direitos premium e pacotes cirúrgicos, enquanto pirataria cresce entre jovens.

- Publicado: 2026-03-20 08:38
- Tags: Direitos Tv, Estados Unidos, Champions League, Uefa, Fifa, Italia, Formula 1, Portugal, Nfl, Dazn, Espanha, Laliga, Reino Unido, Fifa Club World Cup, Apple, Disney, Amazon Prime Video, Netflix, Irlanda, Liga Dos Campeoes Da Uefa, Altman Solon, Nagra, Infront Sports And Media Ag, Plaudeo
- Fonte original: [City A.M. / Jamie Murdoch](https://www.cityam.com/streaming-surpasses-free-to-air-tv-in-key-european-markets-research-shows/)
- Versão HTML: https://www.futebolnegocios.com/2026/03/20/estudo-indica-que-plataformas-de-transmissao-online-ja-superam-televisao-em-sinal-aberto-em-italia-e-espanha/

## O que aconteceu

Novo estudo da consultora Altman Solon revela que, esta semana, as plataformas de transmissão online (streaming) já superam a televisão em sinal aberto no consumo de desporto em mercados europeus-chave, com destaque para **Itália e Espanha**, onde as audiências veem cerca de **+40%** mais desporto via digital do que em canais gratuitos. Nos Estados Unidos, a paridade entre streaming e televisão linear deverá chegar nos próximos anos.

### Por Que Importa

- Direitos premium migram para plataformas globais: acordos como **Mundial de Clubes da FIFA** na Dazn, **LaLiga** no Reino Unido/Irlanda via Disney+ (2025‑28) e manutenção da **Liga dos Campeões da UEFA** na Amazon até **2031** indicam uma estratégia de concentração em propriedades de topo.
- Modelos comerciais mais seletivos: streamers evitam temporadas completas quando não maximizam retorno do investimento (ROI), preferindo pacotes de alto impacto, como o **NFL Christmas Day** da Netflix (valores não divulgados).
- Pressão no bolso do adepto: a fragmentação por múltiplas subscrições, somada a pacotes de televisão paga, leva a **insustentabilidade** para os mais jovens e alimenta a **pirataria**, com **1 em cada 5** espectadores de 18‑34 anos a recorrer a fontes não oficiais.
- Estratégia de direitos em transição: menos exclusividade e maior distribuição multi‑plataforma podem aumentar alcance e monetização por **publicidade, dados e upsell** de conteúdos.

### Contexto

- A oferta das plataformas evoluiu de conteúdos a pedido para **diretos**: Dazn, Disney+, Apple (interesse na **Fórmula 1**, não confirmado) e Amazon reforçam o portefólio com eventos globais.
- Segundo Jean‑Luc Jezouin (Nagra), streamers tenderão a **perseguir direitos globais**, à medida que ativos de propriedade intelectual (IP) com escala mundial são escassos.
- Andreas Kaeshammer (Infront) nota mudança geracional: a **Geração Alpha** pode preferir micro‑pagamentos (ex.: **0,50 €** por 15 minutos de destaques de um avançado favorito) a uma subscrição mensal de **30 $**.

### E agora?

- Expectável aceleração de **modelos híbridos**: partilha de direitos entre televisão, plataformas online e pacotes por evento/clipe, com experiências personalizadas.
- Combate à pirataria exigirá **preços mais flexíveis**, autenticação simplificada e melhor agregação para reduzir fricção de descoberta e custo total.
- Clubes e ligas podem capturar mais valor com **dados primários** e oferta direta ao consumidor, mas terão de equilibrar alcance gratuito com monetização.
